Distritos de Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, e FaroPRECIPITAÇÃO, VENTO FORTE, NEVE e AGITAÇÃO MARITIMA
Precipitação localmente intensa (>10mm/3h) acompanhada de queda de granizo, rajadas fortes podendo variar entre os 60-100km/h. Expectável a ocorrência de fenómenos extremos de vento. Em especial nos distritos de Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, e Faro.
Espera-se que a partir de domingo (19JAN) haja um gradual desagravamento das condições meteorológicas.

Por Jornal Rostos
Informação recebida do Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal:
PRECIPITAÇÃO, VENTO FORTE, NEVE e AGITAÇÃO MARITIMA
No seguimento do contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) realizado, hoje dia 18, no Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), salienta-se:
Queda de Neve à cota 800-1000m, na serra do Gerês, Montesinho, Alvão, Montemuro e Estrela com maior intensidade durante o período 21h de dia 18JAN até 03h de dia 19JAN, podendo esta cota baixar temporariamente os 600m.
Precipitação localmente intensa (>10mm/3h) acompanhada de queda de granizo, rajadas fortes podendo variar entre os 60-100km/h. Expectável a ocorrência de fenómenos extremos de vento. Em especial nos distritos de Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, e Faro.
Agitação marítima forte em especial da ocidental a sul do cabo carvoeiro;
Espera-se que a partir de domingo (19JAN) haja um gradual desagravamento das condições meteorológicas
EFEITOS EXPECTÁVEIS
Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:
Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água;
Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
Possibilidade de quedas de árvores e estruturas móveis;
Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
Danos em estruturas montadas ou suspensas;
Possíveis acidentes na orla costeira;
Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
Possibilidade de queda de ramos ou árvores.
Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.
MEDIDAS PREVENTIVAS
A ANPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:
Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;
Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
Ter especial cuidado na circulação junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a inundações rápidas;
Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos na orla marítima;
Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança.
Face à presente previsão, a ANPC determina a passagem do Estado de Alerta Especial (EAE), para Nível AZUL, do Sistema Integrado de Operações de Socorro (SIOPS) para o Dispositivo Integrado de Operações de Protecção e Socorro (DIOPS) para todos os distritos entre as 12h00 de 18JAN2014 e as 20h00 de 19JAN14.:
O EAE pressupõe um incremento da monitorização e a intensificação, por parte do dispositivo de resposta, de ações preparatórias para eventuais intervenções.














