Santiago do Cacém -Projeto Bandeira Azul 2015Proteção ambiental é cada vez mais determinante

Por Jornal Rostos
Em entrevista ao programa de rádio da CMSC, “De Porta Aberta”, na Rádio Miróbriga, Dário Cardador (Núcleo Regional da Quercus no Litoral Alentejano) lamenta que ainda não se tenha conseguido chegar a um número significativo de utilizadores nas praias, “mesmo com o grande esforço que, por exemplo, a autarquia tem feito com a colocação de copos para as beatas, ou com a colocação de vários pontos para a recolha de lixo, que ficam no máximo a 50 metros das pessoas”. Dário Cardador sublinha a importância de combater aquilo a que chama de “comodismo” por parte dos banhistas e dos visitantes das praias nos meses de “defeso”. “As pessoas nem se apercebem do que estão a fazer”, refere, lembrando depois o trabalho que tem vindo a ser feito desde a base. Um das mais importante é, sem sombra para dúvidas, “as ações nas praias com os jovens ao longo dos anos”, que já vão dando alguns frutos. O problema maior, destaca o responsável, não reside nos banhistas locais, mas sim naqueles “que vêm de fora, pois não lhes conseguimos chegar com a nossa mensagem. É um trabalho árduo, de muitos anos”, considerando que “esta situação não só é transversal ao país, mas também a todo o planeta!”
A proteção ambiental é cada vez mais determinante e “se todos fizéssemos um pouco, se deixássemos, por exemplo, de consumir determinados tipos de produtos, o ‘todo’ mudaria logo a sua atitude. Não é por falta de informação, é por falta de interiorização daquilo que é veiculado”, conclui Dário Cardador. O responsável apela à ação e desafia as pessoas a associarem-se “ao voluntariado e às atitudes orientadas para a cidadania”, deixando o repto para que “deixem o sedentarismo” e para que as pessoas não participem “apenas quanto lhes toca à porta”, classificando como “preocupante” a fraca adesão ao voluntariado.
A excessiva poluição produzida por muitas empresas também merece reparos de Dário Cardador, que fala de um “pressão que tem sido feita para que as indústrias invistam mais na responsabilidade social e na investigação”. Contudo, destaca, “há já uma maior consciencialização das empresas”, muito por causa da “pressão das populações”.
O responsável convida a sociedade em geral para “praticar aquilo que se ouve diariamente nos media e ter a noção de que os recursos do planeta são limitados. O planeta está cada mais sobrecarregado. É preciso uma inversão”. Também nas questões ambientais, realça Dário Cardador, “os cidadãos ainda não conseguiram interiorizar a sua força conjunta”, conclui.
Fonte - CMSC














