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Gaivotas que se alimentam no Aterro Sanitário no Seixal e odores desagradáveisPreocupam autarquia e moradores

No que respeita aos odores desagradáveis, a Câmara Municipal do Seixal exige a tomada de medidas concretas na gestão do aterro, designadamente um eficaz aproveitamento do biogás e a cobertura rápida dos resíduos ali depositados, nos termos dos melhores princípios de gestão deste tipo de infraestruturas.

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Gaivotas que se alimentam no Aterro Sanitário no Seixal e odores desagradáveis Preocupam autarquia e moradores

Por Jornal Rostos

As gaivotas que se alimentam no Aterro Sanitário da AMARSUL, no Seixal, e os odores desagradáveis originados por aquele aterro constituem, desde há muito, uma preocupação para a Câmara Municipal do Seixal, a qual tem reivindicado junto da AMARSUL e do Ministério do Ambiente a tomada de medidas adequadas à sua eliminação. Desta forma, a autarquia desloca-se amanhã ao local, pelas 11 horas, com o objetivo de alertar uma vez mais para a necessidade urgente da eliminação de odores e para o controle de praga de gaivotas que afetam a população que reside na proximidade deste equipamento.
O próprio Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, da Guarda Nacional Republicana, em ofício recentemente dirigido a esta Autarquia, confirma e identifica o Aterro sanitário da AMARSUL, no Seixal, como um local de forte concentração de gaivotas.

No que respeita aos odores desagradáveis, a Câmara Municipal do Seixal exige a tomada de medidas concretas na gestão do aterro, designadamente um eficaz aproveitamento do biogás e a cobertura rápida dos resíduos ali depositados, nos termos dos melhores princípios de gestão deste tipo de infraestruturas.
A correta gestão da Central de Valorização Orgânica afigura-se-nos fundamental como meio de eliminar os odores desagradáveis, contribuindo ainda para impedir o acesso das gaivotas a uma fração muito significativa de resíduos.

No respeitante às gaivotas, o estudo que a Câmara Municipal do Seixal pediu ao MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, e que foi apresentado em Julho de 2016, apontou o Aterro Sanitário da AMARSUL, no Seixal, como uma das principais fontes de alimento das gaivotas, as quais ocupam as áreas urbanas da sua periferia.

O mesmo indica ainda um conjunto de causas e de medidas, visando reduzir as condições de atratividade do aterro, nomeadamente através de medidas destinadas a dificultar, ou mesmo inviabilizar, o acesso das gaivotas ao recurso alimentar que o aterro propicia.

De entre essas medidas apontadas pelo MARE, destacam-se:

- A redução ao mínimo possível da disponibilidade de tempo e de espaço de acesso das gaivotas aos resíduos depositados na frente ativa do aterro, diminuindo assim a oferta de alimento para as gaivotas;

- A manutenção das atividades de espantamento levadas a cabo pelos falcoeiros e reforço dos seus períodos de atividade.

Consequentemente, a Câmara Municipal do Seixal reitera a sua exigência junto da AMARSUL e do Ministério do Ambiente para que esta concretize, entre outras, as medidas atrás referidas.

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