SPV anuncia termo do projecto experimentalde retoma de plásticos mistos
Por Jornal Rostos
«A retoma de plásticos mistos para reciclagem foi uma experiência-piloto desenvolvida no âmbito de um projecto de Investigação&Desenvolvimento financiado pela SPV, tendo como objectivo a redução do refugo das estações de triagem, transformando-o num novo produto de uma forma viável», explica António Barahona d’Almeida, presidente do Conselho de Administração da SPV. Na altura, visava-se, em última instância, aproveitar ao máximo os resíduos de embalagens que eram colocados no ecoponto, à semelhança de outros projectos anualmente apoiados pela entidade gestora.
Barahona d’Almeida frisa, porém, que a decisão não terá impacto no quotidiano dos consumidores: «Continuamos a contar com o envolvimento e dedicação da população que deve continuar no dia-a-dia a separar e a depositar no ecoponto as suas embalagens usadas, sejam elas de plástico, papel/cartão, metal e/ou vidro tal como é comunicado». Ou seja, conclui, «nada muda no processo de separação de embalagens usadas para o cidadão e, do lado da SPV, todas as embalagens depositadas nos ecopontos vão continuar a ser devidamente encaminhadas para valorização. Mesmo para as embalagens usadas de plástico misto devem continuar a ser colocadas no ecoponto, «uma vez que existe uma solução tecnológica para a sua reciclagem e por isso os sistemas municipais e autarquias podem continuar a encaminhar estes resíduos para a unidade recicladora, mas, no quadro actual, sem a intermediação da SPV, sustenta a entidade gestora.
Em causa estão apenas os chamados plásticos mistos, colocados nos ecopontos e que pelas suas características, não estão incluídos nas restantes fracções de plástico (PET, PEAD, Filme e EPS (Esferovite)). «Tanto quanto sabemos a reciclagem de plásticos mistos existe apenas em Espanha e na Alemanha. Em Portugal existe apenas uma unidade que tem sido fortemente subsidiada pela SPV para reciclar este material», acrescenta. De modo que o escoamento das retomas de plásticos mistos para outros destinos fora de Portugal dificilmente seria uma opção, dado que a capacidade instalada para reciclagem destes plásticos fora do País também é muito limitada. «A retoma de embalagens de plásticos mistos nas actuais condições não é sustentável», considera.
Barahona d’Almeida assegura que «a decisão de suspensão não põe de forma alguma em causa o cumprimento das metas de reciclagem em 2011. No caso do plástico em particular, os dados apontam que a meta definida será ultrapassada, atendendo ao crescimento que a retoma deste material tem registado - acima dos 20». Ainda segundo este responsável, a aposta da SPV será a de continuar a concentrar os seus esforços e o seu investimento na retoma dos materiais, com especial atenção nos materiais cuja reciclagem está ainda abaixo do esperado, como é o caso do vidro - que tem uma meta de 60% de reciclagem e terá de crescer 10 pontos percentuais.














