Espaços verdes SETÙBALAbate de palmeira do Parque do Bonfim
A árvore, que apresentava sinais de “escaravelho da palmeira”, foi abatida e posteriormente incinerada. Esta praga, além de provocar a morte dos espécimes atingidos, apresenta o risco de dispersão, embora sem efeitos para a saúde humana.

Por Jornal Rostos
O vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Setúbal, Rui Higino, salienta que os sintomas de infestação constituem um “assunto preocupante” e que, por isso, os serviços agiram de imediato e adoptaram todas as medidas previstas.
O autarca salientou que a detecção do problema resultou do trabalho de rotina dos serviços camarários, estando a acção “enquadrada na monitorização permanente contemplada pelo plano municipal de arborização e manutenção dos espaços verdes”.
Rui Higino adiantou que não há mais qualquer caso detectado no Concelho, mas que, a partir de segunda-feira, são realizados trabalhos de prevenção da praga do “escaravelho da palmeira”, com a aplicação dos produtos químicos adequados e a colocação de armadilhas biológicas à base de feromonas.
A praga do escaravelho da palmeira (Rhynchophorus ferrugineus) ataca particularmente a Palmeira das Canárias e surgiu em Portugal vinda do Norte de África. Começou por atacar a zona do Algarve e tem vindo a espalhar-se de Sul para Norte do País.
Os serviços técnicos de Ambiente e Espaços Verdes da Autarquia indicam que em relação às palmeiras que estão no domínio municipal a situação encontra-se acautelada.
Em relação às palmeiras existentes em espaços particulares, alertam os proprietários para a necessidade de estarem atentos aos sintomas relacionados com a doença, como a queda súbita das folhas, a perda do gomo apical, o surgimento de coloração amarelada e o aspecto anómalo das folhas centrais. Buracos de cor avermelhada viscosa e cheiro forte, aspecto remexido nas folhas da coroa, galerias de um a dois centímetros nas folhas, larvas de cor esbranquiçada e cabeça de cor castanho-escuro e escaravelhos de dois a cinco centímetros de comprimento de cor alaranjada a avermelhada são outros sinais.
Caso sejam detectados alguns destes sintomas, os munícipes devem entrar imediatamente em contacto com a Divisão de Espaços Verdes, através do número de telefone 265 537 000, ou deslocar-se aos serviços, que funcionam no Edifício Sado, na Rua Acácio Barradas, n.os 27 a 29.
Recomenda-se, ainda, a consulta do folheto Rhynchophorus ferrugineus (Olivier), relativo à praga da palmeira em Portugal, disponível na página de internet da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, em www.dgadr.pt. Em breve, são disponibilizados manuais na página da Câmara Municipal de Setúbal, em www.mun-setubal.pt com todas as informações sobre o assunto.














