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Quotidianos

SANTIAGO DO CACÉMA Reserva faz parte da lista de locais para o concurso “7 Maravilhas Naturais de Portugal”

Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha recebem comemorações do Dia Mundial das Zonas Húmidas
A Reserva Natural das Lagoas de Santo André e Sancha, candidata ao Concurso “7 Maravilhas Naturais de Portugal” vai receber na quarta-feira, dia 3 de Fevereiro a partir das 10h00, uma iniciativa integrada nas comemorações do Dia Mundial das Zonas Húmidas que se assinala oficialmente amanhã.

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SANTIAGO DO CACÉM A Reserva faz parte da lista de locais para o concurso “7 Maravilhas Naturais de Portugal”

Por Jornal Rostos

A iniciativa organizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade decorre no Monte do Paio, em Brescos, Santo André, com o apoio da Câmara Municipal de Santiago do Cacém.
“Um dia numa zona húmida”, é o tema do evento onde vai estar o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença, assim como o Vereador do Ambiente, José Rosado que vai intervir na Sessão de Abertura agendada para as 10h15.
Durante o dia são várias as iniciativas previstas onde vão estar crianças das escolas que vão ter oportunidade de efectuar um percurso pedestre na margem da Lagoa de Santo André.
“A importância das zonas húmidas e o contributo que localmente todos podem dar para a sua preservação” é tema para um debate com a participação de Ana Vidal da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e Sancha, seguindo-se o debate intitulado “A Viagem da Enguia”, por Sandra Nóbrega, também da Reserva Natural.
As comemorações terminam perto das 15h30 com um percurso pedestre aberto a todos os visitantes com observação de aves e da actividade piscatória na Lagoa de Santo André.
Ocupando uma superfície de 250 hectares, isolada do mar por um cordão de dunas, a Lagoa de Santo André constitui-se como um ecossistema único. Trata-se de santuário natural», reconhecido pela criação da Reserva Natural e área privilegiada para habitats únicos de fauna e flora.

Dia Mundial das Zonas Húmidas

No dia 2 de Fevereiro comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas que decorre da Convenção Ramsar, assinada em 1971 e em vigor desde 1975. Esta convenção conta com 130 países contratantes e constitui o único tratado sobre ambiente de carácter mundial e consagrado a um ecossistema particular. A sua missão é "favorecer a conservação e a utilização racional das zonas húmidas através de medidas implementadas ao nível nacional e resultantes da colaboração internacional, como meios de permitir um desenvolvimento sustentável no mundo inteiro". Segundo a definição da Convenção de Ramsar, zonas húmidas são "zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros." Portugal assinou a Convenção Ramsar em 1980 e 12 zonas foram classificadas no continente. No entanto, na Madeira e em especial nos Açores não existe qualquer zona classificada ao abrigo desta convenção.
As zonas húmidas estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo. São origem de diversidade biológica, proporcionando a água e a produtividade primária da qual inúmeras espécies de plantas e animais dependem para a sua sobrevivência. Suportam assim elevadas concentrações de espécies de aves, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados. As zonas húmidas são igualmente importantes reservas genéticas, nomeadamente no que refere às plantas. O arroz, por exemplo, que é uma planta comum de zonas húmidas, é a base da dieta de mais de metade da humanidade. Além disso, as zonas húmidas possuem atributos próprios como património histórico e cultural.

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