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Dia Municipal da Arrábida - SETÚBAL«O Estuário do Sado é uma área de uma riqueza extraordinária que importa saber gerir»

A “necessidade de um desenvolvimento sustentável” no Concelho foi sublinhado pelo vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Setúbal, Rui Higino, na abertura do “II Encontro sobre o desenvolvimento sustentável na região da Arrábida”.

No encontro, realizado sábado à tarde, no Auditório da Cúria Diocesana de Setúbal, com organização da Associação dos Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado e cooperativa Prima Folia, com apoio da Câmara Municipal, o vereador evidenciou os esforços desenvolvidos pela Autarquia na gestão e preservação da Serra da Arrábida, com o intuito de reconhecer o valor patrimonial, cultural e paisagístico desta área protegida.

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Dia Municipal da Arrábida - SETÚBAL «O Estuário do Sado é uma área de uma riqueza extraordinária que importa saber gerir»

Por Jornal Rostos

A procura de “um modelo mais sustentável de evolução da sociedade”, destacou o vereador, tem constituído “uma preocupação dominante nas últimas décadas face ao conjunto de oportunidades, mas também de ameaças, que afecta o tecido social, a estrutura das actividades económicas e o equilíbrio ambiental”.

Rui Higino reforçou ainda a aposta da Câmara Municipal na educação e sensibilização ambiental junto dos munícipes mais novos, procurando envolver, desde cedo, as escolas.

“Temos vindo a desenvolver, junto dos jovens do município, um conjunto de iniciativas que promovam o conhecimento” da Arrábida, “acções que conferem saberes sobre potencialidades e necessidades” desta área, ressaltou o vereador.

O primeiro painel de intervenções do encontro, este ano subordinado ao tema “Nova Economia”, contou com as participações de Antunes Dias, que abordou a “Economia Estuarina”, de Gonçalo Ribeiro Teles, que dissertou sobre “Gestão, Administração e Ordenamento do Território”, e de Rui Berkemeier, que falou sobre co-incineração.

“O Estuário do Sado é uma área de uma riqueza extraordinária que importa saber gerir”, referiu Antunes Dias, explicando as principais características ambientais desta área, nomeadamente os sapais, instrumentos importantes na manutenção da biodiversidade neste local.

A urgência de uma gestão sustentável e planeada foi também sublinhada por Gonçalo Ribeiro Teles, que reforçou a necessidade de as actuais políticas de ordenamento “terem uma visão global do território nacional”.

A encerrar o primeiro painel, Rui Berkemeier abordou a temática da co-incineração na gestão de resíduos industriais perigosos, nomeadamente na Serra da Arrábida, recordando a história de todo este processo.

Manuel Calado e Luís Jorge Gonçalves, com o tema “Arqueologia como recurso económico”, José Luís Neto, abordando “Património: identidade vs economia” e Paulo Monteiro, a propósito da “Arqueologia subaquática e ecoturismo”, encerraram o segundo painel do “II Encontro sobre o desenvolvimento sustentável na região da Arrábida”.

Além do encontro, o programa de celebração do Dia Municipal da Arrábida contou ainda com uma acção artística de reciclagem de lixos, durante a manhã, na Praça de Bocage, actividade de sensibilização da população que contou com a participação da Associação do Cidadão Portador de Deficiência e Amigos e de artistas plásticos.

A promoção da conservação dos recursos naturais da região, a gestão e valorização da utilização sustentável dos recursos naturais e a salvaguarda do património arqueológico, arquitectónico, histórico e tradicional da região são objectivos do Dia Municipal da Arrábida, instituído em 2006.

A valorização do potencial para o turismo cultural e de natureza e do desenvolvimento sustentável da região e o bem-estar das populações são outros propósitos.

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