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Quotidianos

Navegando!Por Susana Ramos
BARREIRO

“Educar é fazer sonhar, é tirar de dentro e jogar para fora. O professor é um conversor dos sonhos, provocando o sonho nos seus alunos através da boa relação com o meio ambiente.”

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Navegando! Por Susana Ramos BARREIRO

Por Jornal Rostos

Decorreu no dia 17 de Abril de 2010, a Acção de Formação “Navegando”, no Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio Coina. Esta iniciativa contou com a organização da Câmara Municipal do Barreiro em parceria com a ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental.
O dia deslumbrante proporcionou a todos os participantes a oportunidade de desfrutarem do contacto com a Natureza, conhecendo as valências do Centro e do espaço envolvente.
Contámos com a presença da formadora Dra. Ivana Ribeiro do Instituto Brasileiro de Educação para a Vida, que proporcionou alguns momentos de reflexão sobre os estados de conflito ou de paz em que cada indivíduo vive, no âmbito individual, social e na Natureza.
Confrontou-nos para a relação entre Meio Ambiente e Paz, assim como questões pertinentes relacionadas com o próprio ser (Quem eu sou? Como eu sou? A que vim? Como me tornei em quem eu sou? Sou feliz assim? De que o mundo carece? Posso mudar o mundo? Tenho sonhos? Já realizei alguns sonhos? Com que sonho?).
Transcrevo algumas das respostas encontradas pelo grupo: “O meio ambiente é todo o espaço envolvente que devemos respeitar e a Paz está associada a tranquilidade e equilíbrio interior, sendo a perfeita harmonia com o mundo. Ambas estão intimamente ligadas e percorrem um caminho que se cruza algures no tempo.”; “Sim, tenho sonhos… Aquilo que ainda não consegui atingir, sonho em alcançar. Já realizei alguns sonhos, no entanto sonho com uma vida repleta de mais e mais sonhos possíveis de concretizar, para poder continuar a sonhar. Na minha opinião quem não tem sonhos vive na escuridão.”
“Educar é fazer sonhar, é tirar de dentro e jogar para fora. O professor é um conversor dos sonhos, provocando o sonho nos seus alunos através da boa relação com o meio ambiente.”
Proporcionou-se um momento para definição do carácter, que está intimamente relacionado com características pessoais e é influenciado com a história de vida de cada um de nós. Os participantes foram levados a concluir que os pensamentos dão origem às acções, que por sua vez produzem hábitos e estes definem o carácter de cada indivíduo.
Houve vários momentos de avaliação e reflexão individual ao interesse pelo conhecimento, à auto-análise, discernimento, espírito de pesquisa, perspicácia, tempo de reflexão, sinceridade e optimismo, honestidade, imparcialidade, sentido de justiça e lealdade, realidade, disposição de liderar, entre outros temas, em que os participantes atribuíram uma nota entre 1 a 10.
Deste último ponto resultou que a reflexão gera consciência, esta porém vive na nossa mente e proporciona auto-conhecimento conduzindo à paz interior.
Decorreram pequenas actividades práticas ao longo da acção de formação, nomeadamente um teatro alusivo aos problemas sociais, em que o grupo foi dividido em dois, trabalhando a exclusão social e o desemprego.
Foi-nos explicado como se efectua a produção de história nos modelos das antigas fotonovelas e concluímos esta iniciativa com a pintura de uma tela.
Resumidamente, o tema da acção de formação proporcionou uma navegação dentro de cada um de nós, avaliando o nosso interior e descobrindo o caminho para o equilíbrio. Nós somos um mapa que só conseguimos ler com base num processo de reflexão.

Susana Ramos

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