Conferência em Setúbal«Biodiversidade e Desenvolvimento – O caso de Setúbal»

Por Jornal Rostos
No encontro, intitulado “Biodiversidade e Desenvolvimento – O caso de Setúbal”, realizado no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a autarca sublinhou que “é cada vez mais importante tomar consciência de que a biodiversidade é um recurso precioso do Homem, que importa respeitar e preservar na medida em que constitui o suporte do desenvolvimento de todas as coisas e formas de vida”.
Durante a conferência, organizada pela Câmara Municipal, Maria das Dores Meira salientou que Setúbal se pode “gabar de ter um território com uma elevada biodiversidade, uma variedade de paisagens de muita beleza e um grande número de habitats protegidos e enquadrados na Rede Natura 2000”.
A edil frisou ainda que “é cada vez mais importante Setúbal se posicionar no mercado turístico de forma competitiva, de onde retire partido da sua biodiversidade e do seu património natural e cultural”.
Neste sentido, Maria das Dores Meira reforçou que os investimentos nos “mercados turísticos setubalenses devem passar por uma aposta clara no ecoturismo e na promoção dos seus valores naturais, pois as suas bases assentam na conservação da biodiversidade e nos saberes tradicionais”.
A autarca acrescentou que considera “de extrema importância” iniciativas como a conferência da passada sexta-feira, pois “visam despertar o tecido empresarial para novos mercados emergentes, de forma despretensiosa”, concluindo que “biodiversidade e desenvolvimento económico não são inconciliáveis, mas sim complementares”.
A iniciativa contou ainda com a intervenção “Ecoturismo: moda passageira ou o caminho correcto para o turismo sustentável”, a cargo de Sara Duarte.
A bióloga e empresária no ramo do turismo de natureza explanou as formas como autarcas, empresários e ecólogos podem conjugar esforços para que a riqueza ambiental seja uma fonte de rendimento e não um obstáculo ao desenvolvimento.
O vice-presidente da Ordem dos Biólogos, José Matos, que apresentou o tema “Biotecnologia: a revolução invisível”, apontou a utilidade desta ciência como um meio, baseado no estudo da genética, para preservar espécies em perigo e contribuir para a conservação ambiental.














