Jardim da Algodeia - SetúbalInauguração iluminação LED
O novo sistema de iluminação, um investimento na ordem dos 15 mil euros, além da poupança na factura energética do Município, permite “aumentar os níveis de segurança” deste espaço verde pois, explicou Rui Higino, “trata-se de uma luz que restitui a cor, facilitando a identificação de objectos”.

Por Jornal Rostos
A iniciativa, que decorreu no âmbito do Dia Mundial da Energia, consistiu na substituição de todas as lâmpadas convencionais existentes nos 36 focos de luz no Jardim da Algodeia, sendo criada a primeira área da cidade que passa a contar com tecnologia LED (Light Emitting Diode).
“As lâmpadas de 130 watts foram substituídas por luminárias de 50, obtendo-se melhores índices de luminosidade com menos consumo”, indicou um dos responsáveis do projecto “Energia Viva”, Márcio Duarte, que evidenciou ainda “a elevada durabilidade da tecnologia LED”, na ordem dos 15 anos.
O Jardim da Algodeia vai ainda ser reforçado, brevemente, com novas torres de iluminação LED, um investimento na ordem dos cinco mil euros, reforçando a luminosidade de algumas áreas.
No âmbito do projecto “Energia Viva”, a Autarquia tem programada a adopção desta tecnologia noutros locais de Setúbal, nomeadamente nas ruas Joaquim Brandão e Alferes Pinto Vidigal e nas avenidas 5 de Outubro e Mariano Carvalho.
“A Câmara Municipal está a apostar na implementação de energias alternativas e de tecnologias energeticamente mais eficientes no Concelho e pretende que o exemplo seja replicado em habitações pessoais”, referiu o vereador Rui Higino.
Durante a iniciativa, o autarca revelou que a Câmara Municipal vai avançar para o cadastro da iluminação pública do Concelho, “um trabalho moroso” mas muito importante para a identificação de eventuais falhas de eficiência energética, com o intuito de “reduzir a factura anual do Município em iluminação pública, que é da ordem dos dois milhões de euros”.
Antes da inauguração do novo sistema de iluminação, o quiosque do Jardim da Algodeia recebeu, pelas 19h00, a iniciativa “Ambiente à Conversa”, em que foram apresentados alguns projectos previstos para o Concelho nas áreas da eficiência energética e das energias alternativas.
A implementação de tecnologia LED em toda a semaforização do Concelho é outra das prioridades da Autarquia, que gasta, só nesta área, perto de 13 mil euros mensais em iluminação.
Este projecto, cujo investimento ronda 280 mil euros, vai ser alvo de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN Energia), em que a comparticipação comunitária poderá atingir os 80 por cento.
“Estamos a falar de uma poupança anual de cerca de 77 mil euros”, ressalta o vereador, explicando que o investimento inicial é facilmente recuperável “em perto de dois anos e meio”.
O projecto MOBI.E – Rede Piloto de Mobilidade Eléctrica, que inclui a implementação de 12 postos de abastecimento duplos para viaturas movidas a electricidade, de carregamento rápido (20 a 30 minutos) ou lento (seis a oito horas), foi também apresentado no encontro, sendo uma realidade em Setúbal a partir de Outubro.
“Este projecto vai permitir aumentar a mobilidade de veículos eléctricos”, assinalou Rui Higino, explicando que o MOBI.E, a ser implementado em 25 municípios, visa a “criação de uma rede intermunicipal de veículos eléctricos”, cujo capacidade é de 160 quilómetros.
Desenvolvido pelo Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, que estabeleceu protocolos com 25 municípios do País, este projecto é implementado em Setúbal no âmbito do QREN, para um financiamento de 75 por cento, enquanto o restante valor do investimento fica a cargo do consórcio Inteli.
A instalação de furos de captação de água, para rega, à semelhança do que já existe no Jardim da Algodeia, nos principais espaços verdes da cidade, foi outro dos projectos referidos no encontro com o intuito da redução de custos da Câmara Municipal de Setúbal.
“No Jardim da Algodeia, em 2006, gastávamos cerca de 56 mil euros com a rega. Actualmente, com o furo, os custos são substancialmente inferiores quer em termos de factura de água quer ao nível da energia”, frisou Rui Higino, a propósito do investimento de 25 mil euros, cuja captação de água não afecta as reservas hídricas potáveis.
“Será impossível corrigir alguns dos erros que foram cometidos pelo Homem mas, cada vez mais, é imperativo que se alerte consciências para a sustentabilidade ambiental”, finalizou o vereador.














