Debate em Alhos Vedros - MoitaMobilidade e as Alterações Climáticas
O representante do Governo chamou a atenção para o facto de o Distrito de Setúbal viver duas realidades territoriais distintas: a da Península e do Litoral Alentejano.

Por Jornal Rostos
“Quando se tem de considerar o Distrito de Setúbal aparecem duas realidades impressionantes, em termos de dimensão territorial. A maior parte do Distrito de Setúbal situa-se a Sul de Marateca. Daí para baixo o Distrito de Setúbal tem duas vezes a área que tem a Península de Setúbal, que tem 2 mil habitantes por km2, o que, na sua totalidade, equivale a uma zona urbana, que se traduz nos engarrafamentos, colocando problemas ao nível da segurança rodoviária”, referiu, alertando para os desafios que as novas infra-estruturas, como a Terceira Travessia sobre o Tejo e o Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, vão colocar, nomeadamente a nível da pressão demográfica sobre a Península de Setúbal. “Gerir este espaço vai exigir instrumentos administrativos que ultrapassam o nível concelhio”, afirmou o Governador Civil.
A Presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Fernanda Gaspar, defendeu a necessidade de se encontrar um “equilíbrio entre o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vidas das pessoas”, através da gestão racional dos recursos energéticos.
Segundo João Figueiredo, nos concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, 50 por cento do consumo de energia é gasto nos transportes, um número que nos obrigará a pensar no meio de transporte mais eficaz para transportar os passageiros que vão para o mesmo sítio.
“Temos um modelo de organização regional de dependência do automóvel, com desgaste em termos de tempo e saúde. O que é preciso é pensarmos qual o transporte mais adequado para transportar muita gente que vai para o mesmo sítio. As nossas cidades não estão preparadas para ter tantos carros. A única maneira de aliviar o problema é ter uma rede de transportes mais abrangente, mais adequada aos horários das pessoas, com bons preços”, sustentou.
Abordando o tema da mobilidade, Rui Lopo defendeu a importância do planeamento urbano como forma de reduzir os gastos em energia, dando como exemplo o prolongamento e construção do IC32/CRIPS – Circular Regional Interna da Península de Setúbal, que vai, na sua opinião, permitir “o desafogo de uma série de vias que, hoje, estão sobrecarregadas”.
Rui Lopo apresentou um conjunto de projectos que estão a ser implementados no Barreiro com vista a melhorar a mobilidade no concelho, como o programa “A pé para a escola”, desenvolvido em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Câmara Municipal de Loures, o projecto Rede Municipal de Percursos Cicláveis e os Transportes Colectivos do Barreiro.














