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Apresentação do “Guia de Observação do Património Rural” - MONTIJOGuia de Observação sensibiliza para importância do Património Rural

Reconhecendo a importância do património rural para o desenvolvimento social, cultural e económico da região, o Governo Civil do Distrito de Setúbal promoveu, em parceria com a Câmara Municipal do Montijo e a Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, no passado dia 18 de Junho, na Adega Cooperativa de Santo Isidro de Pegões, uma sessão de apresentação do “Guia de Observação do Património Rural”.

Este Guia consiste numa adaptação à realidade nacional do “Guia Europeu de Observação do Património Rural”, decorrente da Recomendação Rec. (2002) 1 do Comité dos Ministros dos Estados Membros sobre os princípios directores para o desenvolvimento territorial sustentável do continente europeu.

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Apresentação do “Guia de Observação do Património Rural” - MONTIJO Guia de Observação sensibiliza para importância do Património Rural

Por Jornal Rostos

O documento tem como principal objectivo servir de apoio à observação sistematizada do património dos nossos territórios rurais, e à caracterização e inventariação do património rural não classificado, conforme explicou Maria Custódia Correia, da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR).
O Guia pretende criar “uma metodologia para se observar o património não classificado e, por outro lado, sensibilizar a população para a importância do património rural, da identidade e do desenvolvimento dos territórios”. E neste processo, reforçou, “é importante a participação dos actores locais. A questão das parcerias é importantíssima. As próprias populações, também elas, podem estar interessadas em participar e são elas as primeiras a amar o território”.

Para o Governador Civil, Manuel Malheiros, é essencial haver um melhor ordenamento do território, que permita defender o património rural e compatibilizar os diferentes usos do espaço.
“Temos de ultrapassar aquela ideia que existia de que ser agricultor é ser saloio e ter a convicção que o mundo rural tem uma dimensão nobre, com valores assentes na proximidade, lealdade, cooperação e vizinhança. Temos de valorizar estas características e ter a noção que o progresso não implica destruição do património. O que é preciso é compatibilizar os diferentes usos”, advertiu, ressalvando que “este trabalho sem as juntas de freguesia pouco pode progredir”, uma vez que são elas as “primeiras defensoras deste espaço”.
Manuel Malheiros deixou, ainda, como reflexão a necessidade de se divulgar o Guia do Património Rural entre os professores dos cursos superiores de educação, para que os futuros docentes possam integrar esta matéria nos currículos escolares.
A Presidente da Câmara Municipal do Montijo, Maria Amélia Antunes, lembrou que “ninguém ama o que desconhece”, por isso, “quanto melhor conhecermos o território, melhor estamos preparados para o desenvolvimento sustentável, para a preservação da nossa identidade, da nossa história e memória colectiva”. Daí que, destacou, um melhor conhecimento é essencial para que haja desenvolvimento e para que seja possível “amar melhor o nosso património”.
Segundo João Soalheiro, Director Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo “há, ainda, muito a fazer em termos do resgate das memórias que queremos ou não legar às gerações futuras”. É um desafio “que começa também nas nossas casas. É um aspecto merecedor de reflexão”, alertou.

Durante o encontro, Manuela Sampaio, coordenadora da Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal (ADREPS), apresentou o caso da associação enquanto factor de desenvolvimento do território.

O encontro contou, também, com a presença de Rui Garcia, Vice-Presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal, José Estêvão, Director-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural e Carloto Marques, do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.

A todos os presentes foi distribuído um Guia e um apêndice com fichas de identificação e caracterização do património rural. Está em estudo a realização de acções deste género com a colaboração de escolas superiores de educação.

Depois da sessão, os participantes na sessão visitaram o Museu Etnográfico de Canha.

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