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Seminário “Coastwatch no BarreiroBalanço Positivo de 20 anos a «Olhar pelo Litoral»

Um balanço “muito positivo” é o que o Vereador responsável pela área da Sustentabilidade Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro (CMB) faz do Seminário “Coastwatch: 20 anos a Olhar pelo Litoral”, realizado a 30 de Junho, no Auditório da Biblioteca Municipal.

A longevidade do projecto, que em 2009/10 monitorizou 423 quilómetros de costa, e a realização do Seminário, de âmbito nacional, no Concelho são dois aspectos relevados por Nuno Banza e corroborados por participantes no encontro.

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Seminário “Coastwatch no Barreiro Balanço Positivo de 20 anos a «Olhar pelo Litoral»

Por Jornal Rostos

Foram vários os agentes que marcaram presença neste evento – em representação de instituições ou a título individual -, organizado pelo GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, em parceria com a CMB e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que contou, na sua sessão de abertura, além do Vereador do Ambiente da CMB, com o Director-Geral da APA, Mário Grácio, a Directora Regional da Delegação de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto Português da Juventude (IPJ), Heliana Vilela, o Presidente do GEOTA, João Joanaz de Melo, e Lurdes Soares, da APA.

A elevada participação, a diversidade de públicos-alvo presentes e o contributo de pessoas ligadas ao projecto a nível nacional foram, também, aspectos salientados pelo Vereador, que sublinhou a forte ligação do Barreiro ao Coastwatch, reconheceu o seu impacto e reiterou a continuidade na associação da Autarquia a este projecto europeu, com origem na Irlanda, que visa a observação e recolha de dados ambientais na orla costeira de toda a Europa.

Na abertura, do Seminário, Nuno Banza caracterizou o Concelho do Barreiro, falando das marcas profundas da industrialização, dos cerca de 20 quilómetros de frente de rio e da relação – nem sempre pacífica - entre ambos. Sublinhou o investimento recente em matéria de ambiente e o envolvimento em parcerias que “permitem começar a traçar estratégias”.

Saudação aos docentes envolvidos

O Director-Geral da APA salientou a “melhoria do conhecimento ambiental do litoral português” proporcionada pelos estudos que o Coastwatch promove e saudou os docentes que, a nível local e nacional, “garantiram o êxito do projecto”.

Área do ambiente “querida”

“A área do Ambiente, para nós, é muito querida”, afirmou a Directora Regional do IPJ. A convicção na educação não formal explica, de acordo com Heliana Vilela, o apoio do IPJ a iniciativas do género.

“Fascinante”

“É, de facto, um projecto fascinante e ao fim de 20 anos mantém a sua actualidade”, sublinhou o Presidente do GEOTA, que enfatizou, ainda, a “educação pela cidadania” que promove como fundamental para a evolução da sociedade.
Reforçando palavras proferidas anteriormente pelo Director-Geral da APA, João Joanaz de Melo frisou a ideia de através da iniciativa voluntária de cidadãos se produzir informação “que tem validade científica”, sobre uma parte do território – o litoral – que considerou “um dos recursos mais importantes que temos”.

“O Barreiro é um bom exemplo de como é possível uma colaboração altamente interessante”, disse, referindo-se à parceria com a Autarquia.
“Discutir com pessoas interessadas caminhos para uma melhor gestão do litoral, da zona costeira em Portugal” era, segundo o Presidente do GEOTA, além da apresentação dos dados de 20 anos de trabalho, mais um “pretexto” para a realização do Seminário, proporcionando uma “discussão interessante”.

“Fala por si”

Coube a Lurdes Soares fazer a retrospectiva dos 20 anos de Coastwatch, projecto, como afirmou, que ”já fala por si”. Apoiando-se numa apresentação multimédia a representante da APA, mostrou os primeiros passos do projecto em Portugal, que remontam a 1989.

Segundo dados do GEOTA, no período 2009/10 (Novembro/Março), 3.902 elementos estiveram envolvidos directamente na campanha - 2.950 alunos, 267 professores, 307 escuteiros, 206 participantes individuais e 134 elementos de organizações não governamentais (ONG). Participaram 161 entidades (90 escolas, 14 ONG’s, 14 agrupamentos de escuteiros, 27 autarquias e 16 outras associações/entidades).

Sapal do Rio Coina como Área Protegida Local

A classificação do Sapal do Rio Coina como Área Protegida Local está em cima da mesa. O tema, de resto, foi abordado durante os trabalhos. Nesta altura, explicou o Vereador do Ambiente, encontra-se num fase prévia - não formal – de consulta pública, que terminará a 12 de Setembro (iniciou a 22 de Maio). Este período envolve diversas entidades em diferentes iniciativas.

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