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Estudo Internacional “Healthy Sight Survey”Revela falta de conhecimento dos Portugueses em relação aos perigos dos raios UV

. Apenas 15% dos Portugueses reconhece os perigos dos raios UV para os olhos

. O estudo conclui ainda que os portugueses são o povo que mais tempo passa ao ar livre

A Transitions Optical, líder mundial em lentes fotocromáticas, acaba de divulgar as conclusões do seu mais recente estudo sobre saúde visual, realizado pela Ipsos Health a cerca de 8000 pessoas em oito países (França, Holanda, Espanha, Portugal, África do Sul, Alemanha, Inglaterra e Itália). Este estudo conclui que apenas 15% dos portugueses reconhece os perigos dos raios UV para a saúde visual.

7 min de leitura
Estudo Internacional “Healthy Sight Survey” Revela falta de conhecimento dos Portugueses em relação aos perigos dos raios UV

Por Jornal Rostos

Quando questionados sobre os efeitos dos raios UV na saúde, 67% dos portugueses responderam que aumentam o risco do cancro de pele, 17% responderam que podem levar a um envelhecimento precoce da pele e apenas 15% responderam que podem provocar lesões oculares.

Estes são dados preocupantes uma vez que as pesquisas revelam que os danos resultantes de uma exposição prolongada aos raios UVA e UVB (os danos da exposição UV são cumulativos, aumentando cada vez que os olhos são expostos ao sol) podem contribuir para problemas visuais a curto prazo e lesões ou doenças oculares graves relacionadas com a idade, incluindo cataratas. A radiação UV pode igualmente contribuir para a degenerescência macular, a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos, causar a queimadura solar da superfície dos olhos, uma situação denominada fotoqueratite e provocar formações amareladas da superfície ocular conhecidas por pingéculas e pterígio. A nível mundial cerca de 16 de milhões de pessoas estão actualmente cegas devidos às cataratas, a Organização Mundial de Saúde estima que 20% destes casos se devem à exposição aos raios UV.

Quando questionados sobre o que fazem para proteger a visão dos raios UV 67% dos portugueses responderam que usam óculos de sol com protecção UV, 18% responderam que usam óculos com lentes fotocromáticas e 13% dizem que não fazem nada em particular. Segundo os especialistas de facto é muito importante utilizar óculos com lentes com protecção UV para proteger a visão.

As lentes sem protecção UV fazem com que a pupila dilate chegando assim mais radiação ao olho e aumentando a probabilidade de lesões. Também aqui se pode concluir que os portugueses não estão ainda conscientes dos perigos dos raios UV pois apenas 8% utilizam óculos com lentes claras com protecção UV apesar de 70% responderem que usam lentes de contacto ou óculos com graduação.

Segundo Miguel Machado, Trade Manager da Transitions Optical: “Os Portugueses ainda não estão conscientes da importância e dos benefícios de utilizarem lentes com protecção UV no dia-a-dia como por exemplo as lentes Transitions. Pensadas para serem utilizadas em ambientes interiores e exteriores as lentes Transitions são lentes claras em ambientes interiores e à noite. No exterior escurecem de acordo com a intensidade da luz e adaptam-se às variações das condições de luminosidade para assim oferecerem uma visão mais confortável e reduzirem o encandeamento e a fadiga ocular. Para além disto bloqueiam 100% dos raios UVA e UVB”.

O estudo da Transitions Optical questionou depois os portugueses em que ocasião fizeram o seu primeiro check-up à visão, aqui 50% responderam que fizeram o primeiro teste à visão porque tinham problemas em ver, 22% responderam que fizeram os testes para um controlo regular da saúde visual e 5% reponderam que nunca fizeram um check up à visão.

Por outro lado quando questionados sobre a idade que tinham quando fizeram o primeiro teste à visão, 45% dos portugueses responderam que tinham 20 ou mais anos, 17% que tinham mais de 40 anos e 19% responderam que tinham menos de 10 anos. Contudo quando questionados sobre quando é recomendável fazer o primeiro teste à visão 89% dos portugueses responderam antes da escola (antes dos seis anos) o que demonstra aqui uma contradição. Apesar de terem noção da importância dos testes regulares à visão os portugueses mostram alguma relutância em faze-los.

Estes resultados são inquietantes pois muitos problemas de visão ou dos olhos não tem sinais óbvios ou sintomas e por isso é provável que existam mesmo sem serem diagnosticados. A Organização Mundial de Saúde estima que 15% das crianças a nível mundial tem problemas de visão não diagnosticados ou não corrigidos dai a grande importância da realização de exames visuais regulares.

Segundo a Organização Mundial de Saúde estima-se que existem 153 milhões de pessoas com deficiências visuais devido a erros refractivos não corrigidos. Um simples teste aos olhos, uns óculos ou lentes de contacto podem fazer uma enorme diferença nas vidas de mais de 150 milhões de pessoas que sofrem de problemas de visão.

A OMS calcula que a cada cinco segundos uma pessoa fica cega no mundo e que cerca de 161 milhões de pessoas em todo o mundo são deficientes visuais devido a doenças oftalmológicas como as cataratas, glaucoma ou degeneração macular. Contudo 75% dos casos de doenças relacionadas com a cegueira a nível mundial são potencialmente evitáveis ou passíveis de tratamento. Problemas graves de visão como o glaucoma, conhecido como o “ladrão de visão silencioso”, podem ser diagnosticado através de um exame, daí a importância do diagnóstico atempado e do tratamento para manter a saúde visual.

Finalmente o estudo concluiu que os portugueses são o povo que mais tempo passa ao ar livre dai ser bastante importante tomaram medidas para proteger os olhos dos raios UV. Quando questionados acerca do número de horas durante a semana que passam ao ar livre durante as diversas actividades (jogging, compras, levar as crianças à escola, ciclismo, ir para o trabalho etc...) 57% dos portugueses responderam que passam mais de 15 horas ao ar livre por semana.

O que faz dos portugueses o povo que passa mais tempo ao ar livre entre os 8 países onde foi feito o estudo. Seguem-se depois os espanhóis (49% diz que passam mais de 15 horas por semana ao ar livre) e os sul-africanos (48% diz que passam mais de 15 horas ao ar livre). Segue-se depois a Inglaterra e a Alemanha com 41% e a Holanda com 28%.

Durante o fim-de-semana a tendência mantêm-se: 38% dos portugueses dizem que passam mais de 10 horas ao livre (compras, desporto etc...), seguindo-se a Espanha com 28%, a Inglaterra com 25%, a Alemanha com 19% e a Holanda com 10%.

Em média os Portugueses dizem que passam 12 horas ao ar livre durante o fim-de-semana, seguindo-se a Espanha e a Inglaterra com 10 horas, a Alemanha e África do sul com 8 e a Holanda com 6. A média entre os países europeus é de 9 horas o que faz dos portugueses o povo que mais horas passam ao ar livre.

Durante a semana os portugueses em média passam 28 horas ao ar livre, seguindo-se os espanhóis e sul-africanos com 21 horas, e a Alemanha e Inglaterra com 18 horas. A média entre os países europeus é de 20 horas.

Juntando o fim-de-semana com os dias de semana os portugueses passam em média 40 horas ao ar livre, seguindo-se os espanhóis com 30 horas, os sul-africanos com 29 horas, os ingleses com 27 horas, os alemães com 26 horas e os holandeses com 20 horas.

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