Fruta e cereais de pequeno-almoço são pouco consumidos na primeira refeição do diaRESIDENTES DA GRANDE LISBOA TOMAM REGULARMENTE PEQUENO-ALMOÇO
Por Jornal Rostos
Sendo os lacticínios, a fruta e os cereais os três elementos principais de um pequeno-almoço nutricionalmente completo e equilibrado, é de salientar que apenas 28% dos residentes na grande Lisboa referem consumir fruta na primeira refeição do dia e apenas 25% opta pelos cereais de pequeno-almoço. Estas são as principais conclusões do inquérito realizado junto da população da zona da grande Lisboa (áreas com maior densidade populacional: Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Odivelas, Oeiras e Seixal) no âmbito do estudo nacional “O pequeno-almoço em Portugal”, promovido pela KELLOGG e elaborado pelo Laboratório de Exercício e Saúde, da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa, com o objectivo analisar os hábitos de pequeno-almoço, alimentação saudável e actividade física dos portugueses no contexto da promoção da vida saudável.
No que se refere ao fraccionamento das refeições ao longo do dia e à prática de actividade física, outras duas componentes importantes para um estilo de vida saudável, os residentes da área da grande Lisboa são os que mais referem fazer duas refeições entre as principais (40%). A grande maioria (97%) faz três refeições principais por dia e 34% tem por hábito fazer apenas uma refeição intermédia. Os alimentos que os residentes desta zona mais consomem nas refeições intermédias são leite ou iogurtes (63%), bolachas (45%) e fruta ou sumos de fruta (23%). Por outro lado, 93% consideram a actividade física útil para o controlo da dieta alimentar e perto de 54% refere não sentir um aumento de apetite após a prática de exercício físico.
“Embora o almoço seja referenciado por perto de 55% dos residentes na área da grande Lisboa como a refeição mais importante do dia, é importante perceber que a toma regular de pequeno-almoço é já um hábito enraizado entre a população desta zona. Contudo, existe ainda um caminho a percorrer no que diz respeito a incluir fruta na primeira refeição do dia. Sendo estes dados resultantes de um estudo nacional, é curioso verificar que nesta região se destacam algumas particularidades como o facto de os residentes da grande Lisboa serem os que mais fazem duas refeições intermédias ao longo dia e os que em maior percentagem referem tomar o pequeno-almoço fora de casa (13%)”, avança Raquel Torres Abrantes, Nutrition and Corporate Communication Coordinator, KELLOGG - Portugal.
O estudo “O pequeno-almoço em Portugal” contemplou as regiões da grande Lisboa, grande Porto, Litoral Norte, Litoral Sul, Interior, Alentejo e Algarve, Açores e Madeira. Em algumas regiões o estudo permite destacar várias particularidades, nomeadamente:
• Grande Lisboa – é a região onde mais se fazem duas refeições intermédias por dia (40%), onde os inquiridos em maior percentagem referem tomar não tomar o pequeno-almoço em casa (13%)
• Grande Porto – é onde menos consomem fruta ao pequeno-almoço, apenas 14% inclui o alimento na primeira refeição, onde mais referem não fazer qualquer refeição intermédia (50%) - em igual percentagem com a região do Alentejo, e onde mais tomam a refeição sem companhia (47%).
• Litoral Sul – a maior parte dos inquiridos da região afirma tomar pequeno-almoço todos os dias (98%)
• Alentejo - além de, juntamente com o Porto ser onde menos fazem refeições intermédias, é também a zona onde mais tomam o pequeno-almoço em casa (perto de 99%)
• Algarve – é onde o pequeno-almoço demora menos tempo a tomar – perto de 76% dos inquiridos refere demorar menos de 15 minutos nesta refeição
• Açores – onde dedicam mais tempo ao pequeno-almoço – 60% diz demorar entre 15 a 20 minutos, e os únicos a referirem o café como sendo o elemento mais consumido pela manhã.
• Madeira – é a região onde o consumo de fruta e cereais de pequeno-almoço na primeira refeição do dia é maior, referenciados por 50% e 28% dos inquiridos, respectivamente.
Dados Técnicos
Para a elaboração do estudo “O Pequeno-almoço em Portugal” foram entrevistados 1.000 indivíduos residentes em Portugal, com idades entre os 18 e os 65 anos. A amostra foi segmentada de acordo com a população das áreas geográficas, com uma margem de erro de 3.5, para um intervalo de confiança de 95%.
O apuramento dos resultados foi dividido em três fases: hábitos alimentares e de pequeno-almoço na população geral; prática de exercício físico e hábitos alimentares na população geral; e hábitos alimentares, de pequeno-almoço e de exercício físico pelas regiões.














