«7 Maravilhas do Alentejo» - Santiago do CacémConjunto Monumental do Centro Histórico e Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha

Por Jornal Rostos
O concurso visa eleger de entre 30 candidaturas municipais, as “7 Maravilhas do Alentejo”, eleitas pelos cidadãos através de votação online, que decorre até dia 30 de Setembro, no Site www.margemsul.com.pt.
Trata-se de um evento de carácter informal que terá como objectivo, mais do que “eleger” junto dos cidadãos 7 Maravilhas, contribuir para a promoção do Alentejo, mobilizando os cidadãos para a defesa e a redescoberta do património cultural, material e imaterial.
Já é possível conhecer as Maravilhas candidatas, através do site, consultando textos e imagens, antes de votar na sua Maravilha preferida.
Na primeira quinzena de Outubro, serão divulgadas publicamente as “7 Maravilhas do Alentejo” mais votadas, eleitas através do Margem Sul Online.
A votação online está a decorrer até ao próximo dia 30 de Setembro de 2010. Participe! Vote!
Conjunto Monumental do Centro Histórico de Santiago do Cacém
A fundação do Castelo é ainda mal conhecida, se bem que a sua edificação seja atribuída ao período islâmico. A sua ocupação definitiva processou-se no século XII, passando a vila e seu termo ao controlo da Ordem de Santiago e Espada.
A Igreja Matriz foi originalmente construída pelos Cavaleiros Espatários no decurso do século XIII. O exterior do edifício destaca-se pelas imponentes linha barrocas tardias.
O interior reveste-se de grande riqueza, patente nas abobadas manuelinas da antiga capela-mor, nos arcos ogivais que separam a nave central das laterais e no famoso alto-relevo gótico representando “Santiago Matamouros”, obra do século XIV.
A Porta do Sol, situada no alçado lateral sul da igreja, é um portal gótico dos séculos XIII/XIV de grande beleza escultórica.
A vila inicial localizava-se intramuros mas, pelo menos a partir do início do século XIV, esta começou a expandir-se para fora das muralhas, tendo surgido os mais antigos arruamentos do Centro Histórico; entre eles destaca-se a actual praça Conde de Bracial, antigo centro político e económico do burgo. Esta praça, que ainda no século XVI era composta por dois espaços bem definidos – a praça do Sant’Esprito, a Poente, e o Rossio de Santa Maria, a Nascente – acolheu os edifícios mais nobres de Santiago do Cacém: a Antiga Igreja do Espírito Santo; o Antigo Hospital do Espírito Santo ou da Misericórdia; a Torre do Relógio, cuja entrada se faz pelo actual beco da Misericórdia; os Arcos e a Igreja da Misericórdia, o Palacete Aboim e Lacerda, o Palacete Falcão, os Antigos Paços do Concelho frente ao Pelourinho do século XIX e, finalmente, o edifício dos Antigos Serviços Municipais e Antiga Escola Feminina.
Gentil José Cesário
Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha
A Lagoa de Santo André e toda a região envolvente têm uma notável importância geológica pela conservação dos elementos que permitem reconstituir a história do litoral SW português desde a última glaciação. A paisagem que hoje ali observamos resulta das modificações ambientais ocorridas nos últimos catorze mil anos.
A Lagoa de Santo André é historicamente referenciada desde tempos remotos, primeiro como porto natural com barra aberta e posteriormente como lagoa, após a formação do cordão dunar que a separa do Oceano Atlântico e constitui o maior sistema lagunar da Costa Alentejana.
A qualidade das suas águas e a riqueza do peixe da lagoa estão inevitavelmente ligados à abertura ao mar, seja esta de forma natural ou por intervenção do homem.
A abertura artificial da barra de maré é praticada pelo menos desde o séc. XVII. Naquele tempo, o rompimento do cordão dunar era efectuado por homens e animais e podia durar semanas.
Recorrendo a meios mecânicos, a abertura da lagoa, faz-se a partir de 15 de Março, devendo coincidir com época de águas vivas e mar calmo. A ligação temporária com o mar assume enorme importância, através da limpeza dos sedimentos, renovação da massa de água e a entrada de espécies piscícolas oriundas do meio marítimo.
Enquanto se mantém aberta a lagoa fica sujeita ao regime de marés. O encerramento do canal processa-se de forma natural, por reconstituição do cordão dunar, geralmente entre duas a seis semanas depois da sua abertura.
Actualmente existe uma pequena comunidade de pescadores na lagoa de Santo André, que praticam a pesca tradicional em pequenos barcos, denominados bateiras.
Das várias espécies piscícolas que a lagoa nos oferece, salientamos os linguados, douradas, tainhas e enguias, estas consideradas das melhores do país, com as quais são confeccionadas algumas das especialidades locais. O ensopado e a caldeirada de enguias são o orgulho da gastronomia da região.
Santuário ornitológico que importa salvaguardar, constitui um ponto estratégico para a estada, passagem e nidificação de muitas aves migratórias.
A Lagoa de Santo André foi declarada pela Comunidade Europeia, Zona de Protecção Especial para a avifauna e sítio RAMSAR sobre zonas húmidas de importância internacional. Integra a Rede Natura 2000.
Devido à sua excepcional importância ornitológica faunística e florística foi declarada pelo Estado Português a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha pelo Decreto Regulamentar 10/2000, de 22 de Agosto.
A superfície calma das suas águas, o voo rasante das aves e o verde dos pinheiros fazem da Lagoa de Santo André um local paradisíaco, apresentando condições muito especiais para quem procura um contacto mais directo com a natureza.
A costa de Santo André é um dos melhores exemplos na Europa de um Litoral pouco intervencionado.
José Matias














