Conferência Final do Projecto IEE no BARREIROUnirmos esforços e alargarmos o âmbito das agências de energia da Península de Setúbal
Na sessão de encerramento, Nuno Banza, Presidente do Conselho de Administração da S.energia – Agência Regional de Energia para os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete e Vereador da Câmara Municipal do Barreiro (CMB) referiu que a conferência encerrou uma primeira fase do trabalho da S.energia, salientando que os desafios que se colocam actualmente requerem formas alternativas e mais eficientes de organização, de modo a melhor investir numa estratégia de sustentabilidade.

Por Jornal Rostos
Hoje, 22 de Outubro, segundo dia de trabalhos, o Presidente da CMB deu as boas-vindas aos participantes, referindo, na sua intervenção, que o mundo sente actualmente alterações profundas a nível social, político, sociológico, climático, em termos de novos paradigmas de energia, entre outras. Carlos Humberto de Carvalho considerou que a colaboração e o trabalho em parceria são essenciais na procura de soluções e caminhos, dando como bom exemplo o trabalho desenvolvido pelas quatro agências europeias. Por outro lado, afirmou, “penso ser necessário, no actual contexto económico, unirmos esforços e alargarmos o âmbito geográfico de intervenção com as agências de energia da Península de Setúbal”.
Mobilidade Sustentável e Transportes
“Mobilidade Sustentável e Transportes” foi o tema do segundo dia da conferência, moderado por Fernando Carvalho Rodrigues, do Programa de Ciência da NATO.
Carlos Sousa Gaivoto, da Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa, teve como tema de intervenção “Reclamando as ruas da cidade para as pessoas. Caos ou qualidade de vida?”, em que identificou os principais problemas associados ao aumento de tráfego rodoviário urbano e congestionamento e as possíveis soluções.
Da Agência Municipal de Energia de Almada, Carlos Sousa, fez uma breve caracterização do Concelho de Almada e explicou os pilares da estratégia local para a mobilidade sustentável.
Graça Jorge, da RAVE – Rede Ferroviária de Alta Velocidade, explicou as vantagens do projecto português de Alta Velocidade (AV) na redução da factura energética nacional. De acordo com Graça Jorge, o que distingue a AV são os reduzidos tempos de viagem, elevadas frequências e fiabilidade, conforto, espaços de reuniões, segurança, acessibilidade e preço, considerando que a AV é uma forte aposta europeia e sendo que todos os países que têm estão satisfeitos e a expandir a rede. Os objectivos estratégicos da AV em Portugal são, segundo Graça Jorge, o bem-estar social, geração de riqueza e desenvolvimento económico e a preparação do País para o futuro.
“Matriz energética para a mobilidade: eficiência e eficácia?” foi o tema abordado por Mário Alves. Este especialista em mobilidade e transportes referiu que é necessária uma mudança de paradigma em termos de ordenamento do território, investimento em transportes públicos e não motorizados e restrição ao automóvel.
Cláudio Casimiro, da Associação Portuguesa do Veiculo Eléctrico, falou sobre as vantagens deste meio de transporte, considerando-o uma contribuição para a mobilidade sustentável.
Pedro Pata explicou o Sistema de Contabilidade Energética da Transtejo S.A./Soflusa S.A.
Dos Transportes Sul do Tejo, Graça Calapez apresentou o GISFROT – Sistema de Gestão Integrada de Optimização Energética e Ambiental.
A última intervenção de dia 22, foi a de Rui Lopo, Vereador do Planeamento e Gestão Urbana da CMB e membro do Conselho de Administração dos Transportes Colectivos do Barreiro (TCB). O Autarca salientou que a Administração Central continua a não transferir verbas para os TCB, mesmo tendo em conta o serviço social que estes transportes públicos prestam. Rui Lopo referiu que os TCB transportaram, no total, em 2009, 22 milhões de passageiros, têm 16 carreiras que abrangem todo o Concelho e servem cerca de 79 mil pessoas. “Os TCB investem há 53 anos no desincentivo do transporte individual”, referiu o Autarca, salientando que pretendem elevar o padrão de qualidade e contribuir ainda mais para a mobilidade sustentável.
Trabalhos tiveram início, ontem, 21 de Outubro
As boas-vindas desta Conferência Final, no dia 21 de Outubro, foram apresentadas pelo Vereador do Ambiente da CMB.
Na sessão de Abertura participaram a Vice-Presidente do CA da S.Energia e, também, Presidente da Câmara Municipal do Montijo (CMM), Maria Amélia Antunes, o Governador Civil de Setúbal, Manuel Malheiros, e Vassilia Argyraki, da Executive Agency for Competitiveness & Innovation (EACI), que proferiu a sua intervenção, por videoconferência, das instalações da Comissão Europeia, em Bruxelas.
A Conferência, conforme sublinhou o Vereador da CMB, “ícone do Barreiro”, assinala, “um momento muito importante da S. Energia”, envolvendo os participantes “naquilo que foi o trabalho dos últimos três anos”. Falar “daquilo que fizemos”, “daquilo que temos que fazer”, com a noção do conjunto de desafios da sustentabilidade energética local, na presença de representantes congéneres de Itália, Malta e Roménia, eram, segundo Nuno Banza, os objectivos a que se propunham esperando que os dias de trabalho “sejam frutuosos”.
É preciso cada vez mais alterar o paradigma da mobilidade
“Esta conferência é mais que necessária” afirmou a Vice-Presidente do CA da S.Energia, acrescentando que a “sustentabilidade energética faz parte da preservação do homem na terra”.
Na sua intervenção de Abertura, a Presidente da CMM alertou para os países maiores consumidores de energia e dos riscos “das potências económicas emergentes (…) cujo consumo está a aumentar”.
Sobre a dependência dos combustíveis fosseis, a Vice-Presidente do CA da S.Energia foi peremptória: “É preciso cada vez mais alterar o paradigma da mobilidade em Portugal”.
Uma nova dinâmica para esta Região
Esta conferência “traduz uma nova dinâmica para esta Região, em especial para estes municípios do Arco Ribeirinho Sul”, afirmou o Governador Civil de Setúbal, salientando a importância das questões energéticas e a utilidade das discussões em torno da tentativa de passar de uma dependências única para uma diversidade de fontes em Portugal é pródigo, recordou: sol, mar, biomassas, ou vento.
Manuel Malheiros reconheceu a necessidade de mudar fontes de energia e alterar comportamentos, enfatizando a necessidade de reflexão e trabalho conjunto.
Reduzir 20 por cento as emissões de gases
Reduzir em pelo menos 20 por cento as emissões de gases do efeito estufa é um dos objectivos a atingir em 2020, avançou Vassilia Argyraki, de forma original mas cada vez mais frequente, através de videoconferência, das instalações da Comissão Europeia em Bruxelas.
O papel das autoridades locais na promoção da sustentabilidade energética é, segundo a representante da EACI, uma oportunidade para a promoção da iniciativa local e planeamento, e permite a aplicação das verbas poupadas noutros planos visando o desenvolvimento sustentável.
A acção local, defendeu, ainda, a representante europeia, é essencial para a implementação das políticas energéticas e dos objectivos da União Europeia.














