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Deputados do Bloco de Esquerda de SetúbalRecomendam ao Governo Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrabida

O Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Arrábida só em 2005 foi aprovado e, na opinião do Bloco de Esquerda, não foi capaz de eliminar as principais ameaças do Parque nem de dar respostas aos anseios legítimos da população residente e que aí tem as suas bases de subsistência, tornando-se, por isso, fundamental a sua revisão, devendo o novo Plano procurar a compatibilização das actividades humanas com a protecção ambiental e a valorização da economia local sustentável e dos patrimónios natural, paisagístico e cultural.

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Deputados do Bloco de Esquerda de Setúbal Recomendam ao Governo Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrabida

Por Jornal Rostos

A criação do Parque Natural da Arrábida (PNA), através do Decreto-Lei nº622/76, de 28 de Julho, tornou expectável a tomada de orientações para a preservação e recuperação ambiental que o protegessem. Contudo, verificou-se que ao longo das décadas o PNA tem sido alvo dos maiores atentados de descaracterização da paisagem, sobretudo devido à propagação de construção clandestina e à permanência da fábrica da Secil e da exploração de pedra – factores para os quais em muito contribuiu a inexistência, durante anos, de um plano de ordenamento para esta área.

No entendimento do Bloco o sucesso da candidatura do Parque Natural da Arrábida a Património da Humanidade, e suas respectivas exigências associadas de conservação, implica pôr um travão às principais pressões e ameaças que pairam sobre esta área.

O Bloco de Esquerda defende, assim, que o novo POPNA deve:

1) Interditar a co-incineração na Secil;

2) Prever o fim da actividade extractiva na Serra e a deslocalização da cimenteira;

3) Introduzir critérios para a construção e reconstrução que coloquem fim às mansões de luxo para segunda residência e aos resorts turísticos;

4) Promover as actividades da pequena agricultura e pastorícia, bem como do turismo da natureza, dinamizando a economia local e a fixação da população;

5) Permitir legalizar as edificações da população residente local que aí tem a sua principal fonte de subsistência, desde que compatíveis com os objectivos de conservação da natureza;

6) Corrigir as restrições introduzidas na área marinha para compatibilizar a pesca local com a regeneração dos recursos, prevendo eventuais compensações aos rendimentos dos pescadores em virtude das restrições implementadas;

O Bloco defende ainda a suspensão da co-incineração de resíduos, com efeitos imediatos, na cimenteira da Secil, bem como a constituição urgente de um grupo de trabalho que avalie, segundo processos participativos, os resultados das restrições sobre a área marinha do Parque na reposição e conservação dos recursos e sobre a comunidade de pescadores locais, propondo as correcções que devem ser realizadas a estas restrições.

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