Presidente da Junta Metropolitana de Lisboa defendeCriação de uma «agenda para a gestão sustentável das regiões Delta»
A sessão decorreu no âmbito do projecto europeu Deltanet (INTERREG IV C) cujo objectivo é o de estabelecer uma rede de aprendizagem e políticas das regiões de delta europeias, que conduza à criação de novas ferramentas de trabalho para a governação sustentável destas mesmas regiões.

Por Jornal Rostos
Esta Conferência que contou, igualmente, com as presenças de Han Meyer, Professor de Design Urbano na Universidade de Tecnologia de Deft – Holanda; de João Pedro Costa, João Figueira de Sousa e André Fernandes, da Universidade Nova de Lisboa, de Jon Coosen, do delta Rhine-Scheldt; e da ARHTejo, teve lugar na Universidade Nova de Lisboa durante toda a manhã.
No decurso da sua intervenção «Área Metropolitana de Lisboa…uma varanda sobre o delta!», Carlos Humberto de Carvalho referiu que os estuários são sistemas ricos em recursos naturais, mas de grande fragilidade ecológica. Desta forma, as múltiplas actividades de que são palco “fazem com que seja necessário definir planos de gestão destinados a compatibilizar os seus usos, salvaguardando o equilíbrio ecológico e a integração harmoniosa no tecido urbano”. Na opinião deste Autarca, estes são desafios complexos para os decisores públicos mas são, também, “janelas de oportunidade” que devem ser aproveitadas quer pelo sector público, que pela iniciativa empresarial. Salientando as características únicas que a AML – Área Metropolitana de Lisboa possui, a nível nacional, Carlos Humberto de Carvalho divulgou junto da plateia que o estuário do Tejo é o maior de Portugal e um dos maiores da Europa. “Ocupa uma área de cerca de 320 km2 e tem um comprimento de cerca de 80 km. O troço superior (uma zona pouco profunda) consiste num delta interior, com extensas áreas de espraiado de maré e de sapal e engloba na sua quase totalidade uma enorme riqueza biológica, e é a zona de nursery mais importante do estuário, albergando anualmente cerca de 100 mil aves invernantes”, disse.
Neste sentido, e dado ser uma das zonas mais ricas do país ao nível dos recursos e potencialidades, o Presidente da Junta Metropolitana realçou que “se por um lado, só se pode tirar partido dos estuários com visão e planeamento estratégico, por outro é, cada vez, mais importante uma maior e melhor cooperação entre administração central e local, entre público e privado, entre universidades e empresas”.
A terminar, Carlos Humberto de Carvalho afirmou ser, de facto, necessário, “criar uma agenda para a gestão sustentável das regiões Delta e este é o grande objectivo do projecto Deltanet, que nos traz aqui hoje e onde a AML de Lisboa participa juntamente com parceiros da Alemanha, Bélgica, Espanha, Inglaterra, Polónia e Roménia”.
Refira-se que Lisboa marca o arranque deste projecto e foi palco da primeira de várias conferências que, até 2010, irão decorrer, um pouco por toda a Europa, sobre este temática.














