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Requalificação da zona ribeirinha de SetúbalTransforma Praia da Saúde numa nova área urbana de lazer

A primeira fase do projecto de requalificação da zona ribeirinha poente de Setúbal, que pretende transformar a Praia da Saúde numa nova área urbana de lazer, deve ficar concluída durante este ano.

A intervenção, em fase de arranque, reflecte “o desejo e as necessidades dos setubalenses e visitantes”, salientou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, na apresentação do projecto “Reconversão Urbana da Zona Ribeirinha Poente”, ontem à noite, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. “A obra tem de ficar pronta até ao final do ano.”

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Requalificação da zona ribeirinha de Setúbal Transforma Praia da Saúde numa nova área urbana de lazer

Por Jornal Rostos

A concretização deste projecto, implementado no âmbito do PIVZRS – Programa Integrado de Valorização da Zona Ribeirinha de Setúbal, acção liderada pela Câmara Municipal, é assegurada por uma empreitada adjudicada por 1 milhão, 126 mil e 433,77 euros.

Com o intuito de aproximar a cidade do rio, esta obra, executada com apoios comunitários ao abrigo de uma candidatura QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, através do PORLisboa – Programa Operacional Regional de Lisboa, “vem revitalizar uma zona privilegiada da cidade, dotando-a de novas funções para usufruto da população”, sublinhou Maria das Dores Meira.

A apresentação pública da obra foi conduzida por Inês Norton, da equipa projectista, a “Global, Arquitectura Paisagista 2”, que explicou os pormenores da complexa intervenção, em que foram tidas em linha de conta todas as condicionantes naturais e ambientais da área.

A recuperação de uma praia urbana emblemática para os setubalenses, que a partir da década de 60/70 foi perdida para estaleiros navais, com a definição dos seus limites e a construção de acessos a pessoas e embarcações, é uma das principais metas desta obra.

“Se vamos recuperar a praia para a população é porque temos a garantia de que a mesma pode ser utilizada sem pôr em causa a saúde pública”, sublinhou a autarca a propósito da qualidade da água da futura zona balnear, integrada na malha urbana da cidade.

A intervenção inclui a construção de um passeio público articulado com o traçado das áreas contíguas, que inclui uma ciclovia, a arborização do percurso linear e a criação de espaços de estadia e recreio nas plataformas envolventes à praia.

A integração de mobiliário e equipamento urbano, o reforço da iluminação, a edificação de um elemento de protecção ao galgamento das águas e a construção de uma via de circulação de dois sentidos, de uma rotunda de inversão de marcha e de estacionamentos laterais fazem também parte da obra.

A contenção do talude norte entre a Estrada Nacional e a Rua da Saúde, através da construção de um muro de suporte, visando a estabilização das terras com plantações, e a requalificação das escadas existentes estão também contempladas na empreitada.

As intervenções da “Reconversão Urbana da Zona Ribeirinha Poente” incidem numa faixa alongada de terrenos paralelos ao rio com 480 metros de comprimento, com o limite confinado a poente com o Parque Urbano de Albarquel e a nascente com a Rua da Saúde.

Esta área corresponde a um espaço desqualificado, sem vegetação, onde se localizavam alguns estaleiros navais de características precárias. A norte da área de intervenção localizam-se construções parcialmente em ruínas, alguns armazéns e viveiros de marisco.

Na primeira fase do projecto apenas é intervencionada uma área com 260 metros de comprimento, sendo os restantes 220, onde se encontram os estaleiros da Sadonaval, requalificados numa segunda fase, para incluir a criação de um Centro de Mar, que engloba um centro náutico, um núcleo museológico, um bar e um espaço de convívio.

“Houve algumas dificuldades na deslocalização dos estaleiros mas neste momento o problema já está solucionado. Entrámos em diálogo com a empresa, que já tem um novo espaço, e, agora, tem 90 dias [após a consignação da obra] para abandonar o local”, esclareceu Maria das Dores Meira.

A execução da segunda fase do projecto ainda não tem data de implementação. “Vai depender da situação financeira da Autarquia mas esperamos ter, em 2012, condições para avançar com a obra, que vai ser realizada somente a custas da Câmara Municipal”, referiu a autarca.

Maria das Dores Meira adiantou que este processo pode ter um desfecho mais célere. “Há uma empresa holandesa interessada em ser parceira da Câmara Municipal neste projecto no que concerne à gestão do Centro de Mar. Se ficar nossa parceira e se assumir os custos da obra, é possível que a segunda fase arranque mais rápido.”

Após a apresentação do projecto houve um período de debate público, que serviu para esclarecer dúvidas apresentadas por munícipes.

A execução do projecto de reconversão urbana da zona ribeirinha poente leva a que exista, desde o dia 12, um condicionamento ao trânsito no troço da Rua da Saúde compreendido entre as travessas da Saboaria e da Casa da Saúde. Este condicionamento, por um período previsível de dez meses, resulta do encerramento do troço entre as travessas do Sado e da Casa da Saúde, no sentido Nascente/Poente.

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