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Quotidianos

Investigadores, Indústria e Entidades Utilizadoras reunidos em Consórciopara alterar radicalmente a Mobilidade em Portugal

Aproveitando o início do projecto, os parceiros do consórcio (46) reúnem-se, em Coimbra, nos próximos dias 28 e 29 de Janeiro, no Instituto Pedro Nunes (IPN) para discutir o “estado de arte” da mobilidade e partilhar o que de melhor se desenvolve no país nesta área.

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Por Jornal Rostos

Transformar radicalmente a mobilidade urbana em Portugal é simultaneamente o grande objectivo e o complexo desafio do projecto “TICE.Mobilidade – Sistema de Mobilidade Centrado no Utilizador”, liderado por investigadores do Instituto Pedro Nunes (IPN) e da Universidade de Coimbra (UC) e pela empresa METICUBE – Sistemas de Informação, Comunicação e Multimédia, em parceria com as Câmaras Municipais de Coimbra e Guimarães e com um conjunto alargado de empresas tecnológicas e instituições nacionais, como o Metro do Porto, o Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIA), o Instituto de Telecomunicações e a Carris - Transportes Públicos Lisboa, entre outras.

Com um orçamento global de 6 milhões de euros, o projecto é financiado em 80 por cento pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional – QREN e foca-se em desenvolver produtos tecnológicos inovadores, de baixo custo para o utilizador, amigos do ambiente e que afirmem as empresas no mundo.

Aproveitando o início do projecto, os parceiros do consórcio (46) reúnem-se, em Coimbra, nos próximos dias 28 e 29 de Janeiro, no Instituto Pedro Nunes (IPN) para discutir o “estado de arte” da mobilidade e partilhar o que de melhor se desenvolve no país nesta área. O encontro engloba uma mostra tecnológica (dia 29), onde será possível efectuar um pequeno circuito de Cyber Car, conhecer o AIDA - sistema de navegação inteligente do futuro, ou visualizar as condições de tráfego na cidade de Lisboa.

A chave do projecto, afirma o investigador Carlos Bento, é a “ criação de serviços que cativem o cidadão para a utilização dos meios de transporte públicos e dos denominados meios suaves e complementares de transporte (ex., a pé, de bicicleta ou por partilha de veículos eléctricos)”.

Para que tal aconteça, os transportes têm de ser atractivos, “os sistemas têm de oferecer vantagens concretas que garantam rapidez, segurança e conforto para que o tempo psicológico da viagem seja inferior ao tempo físico”. Como? “Através de serviços de informação personalizada, disponibilizados nos veículos, de forma a tornar a viagem mais agradável, pelo uso de tecnologias ubíquas e de realidade aumentada com acesso a informação contextualizada pelo local onde o veículo circula e pelo perfil maioritário dos utilizadores em cada momento da viagem”, sustenta.

Considerando que as dificuldades de mobilidade que os cidadãos e empresas enfrentam no seu dia a dia resultam em grandes perdas, estimadas em cerca de 100 mil milhões de euros, a nível europeu, e que 40% das emissões de CO2 e 70% das emissões de outros poluentes são resultantes dos transportes rodoviários, impõe-se “uma abordagem holística da cidade, apostando numa arquitectura inovadora de sistemas e serviços de mobilidade que tirem partido das grandes quantidades de dados disponíveis sobre o espaço urbano, as condições de tráfego e a situação dos veículos, momento a momento”, conclui o também docente da FCTUC.

O TICE.Mobilidade prevê colocar no mercado, dentro de três anos, produtos tão diversos como sistemas de mobilidade em veículos autónomos, bike-sharing (através de tecnologia que permite, p. ex., a localização, reserva e pagamento de forma simples, bem como o bloqueio e a localização da bicicleta em qualquer momento e qualquer lugar), informação contextualizada no interior dos veículos, eficiência energética, planeamento da rota e meios de transporte e geração de mapas da actividade urbana em tempo real.

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