Governo Civil promoveu apresentação do Programa Voluntariado Jovem para as Florestas 2011

Por Jornal Rostos
Manuel Malheiros lembrou que a percepção da importância da floresta tem vindo a aumentar e, por isso, é mais fácil conseguir a colaboração de todas as entidades para a protecção da floresta.
“Há um esforço que começa a ser feito por todos nós e graças a isso, no ano passado, apesar de ter sido um ano com temperaturas muito elevadas, a verdade é que no Distrito, as ocorrências foram limitadas e rapidamente eliminadas”, disse destacando a colaboração, em 2010, não só dos corpos de bombeiros mas, também, das Forças Armadas, nomeadamente dos Fuzileiros, na vigilância da Mata da Machada e da Arrábida.
“Este ano esperemos que se mantenha a boa cooperação e que continuemos todos a fazer o nosso esforço e a proteger a floresta.”
No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Floresta, o Governo Civil do Distrito de Setúbal, o Instituto Português da Juventude e a Autoridade Florestal Nacional, promoveram a apresentação do Programa Voluntariado Jovem para as Florestas 2011, que, desde 2005, já envolveu 41 mil jovens, entre os 18 e 30 anos, em cerca de 1700 projectos. Este ano, entre 1 de Abril e 30 de Novembro, prevê-se a participação de 5 mil jovens no programa.
O “Voluntariado Jovem para as Florestas” tem como objectivo incentivar a participação dos jovens na preservação da natureza e da floresta, em particular, contribuindo para a mitigação dos incêndios florestais, através de acções de prevenção, nomeadamente a sensibilização da população para o risco de incêndio, a vigilância e a limpeza do lixo das áreas florestais e parques de merendas.
Para a Directora Regional do Instituto Português da Juventude (IPJ), Heliana Vilela, este projecto deve-se ao “acreditar” e ao “trabalho feito em equipa”.
“Quero hoje valorizar o trabalho em equipa com todos os parceiros. Trabalhamos todos em prol da valorização dos jovens a nível pessoal e do aumento da participação e da cidadania”, disse Heliana Vilela, reforçando que a “razão do projecto acontecer deve-se ao empenho de todos nós que vivemos neste País e deve ser encarado como algo a construir”.
“Não vivamos distraídos. Tenhamos a coragem de pensar no outro de uma forma sustentável”, alertou.
Também José Matos, Gestor Florestal da Área Metropolitana de Lisboa, referiu a importância do envolvimento dos jovens, através do Programa Voluntariado Jovem para as Florestas, para que tenham “consciência do que é a floresta e os perigos que existem nas áreas florestais”.
Para o representante da Autoridade Florestal Nacional a floresta “é um elemento que não se pode dissociar da nossa vida”, acompanha-nos em todo o nosso percurso. “Quer no nascimento, utilizando o berço, quer na educação, utilizando as carteiras, na alimenta, e finalmente no termo da nossa vida. Paralelamente, a floresta tem sido um pouco violentada e por muito esforço que tenha sido executado por várias entidades, os fogos florestais são aquilo que mais nos preocupa”, daí a importância de programas como o Voluntariado Jovem para as Florestas, afirmou.
No dia em que se assinalou o Dia Mundial da Floresta, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, assinalou o aumento significativo que a sociedade e os cidadãos têm dado às questões do ambiente, da floresta, da árvore. “Considero que é uma evolução civilizacional de grande importância. Naturalmente que é preciso fazer mais, é preciso passar das palavras aos actos. Não podemos deixar de reflectir e considerar como favoráveis estes passos que se deram e esta sensibilização que temos dado”.
Nuno Delicado, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Setúbal, entidade promotora do Programa, ressalvou o sucesso do projecto desenvolvido no Parque Natural da Arrábida, “com uma área ardida de zero hectares”.
O programa envolveu, na Arrábida, em áreas fulcrais como a Mata do Solitário e Vale dos Picheleiros, 35 jovens do IPJ, do corpo de bombeiros e do Corpo Nacional de Escutas.
“Enquanto cidadãos activos e participativos, quisemos mostrar que era possível organizarmos um bom projecto e demonstrar, aos comandos e direcções dos corpos de bombeiros, que um grupo de jovens, no seio de um corpo de bombeiros, consegue fazer, consegue dinamizar”. Quisemos mostrar que os jovens “são conscientes e responsáveis e, efectivamente, se pode confiar em nós como próximos operacionais dos seus próprios corpos de bombeiros. O nosso objectivo foi alcançado”, concluiu.
Para Augusta Queimado, da Junta de Freguesia da Charneca da Caparica, entidade promotora do programa, o Voluntariado Jovem para as Florestas “é uma experiência muito boa”. Augusta Queimado chamou a atenção para a necessidade de se envolver as crianças em projectos relacionados com a floresta. “Só gosta da floresta quem toca nela, quem a sente. Mas as nossas crianças não estão a tocar na floresta, não estão a tocar na terra. Elas não podem sujar-se. A criança tem de se envolver, tem de sentir a germinação da floresta, senão nunca faremos nada”.
No final do encontro, alunos da turma 2.º A, da Escola Básica do 1.º ciclo n.º 6 do Barreiro, plantaram Pinheiros Mansos, oferecidos pela Autoridade Florestal Nacional, numa zona ardida da Mata da Machada. Também o Governador Civil, o Presidente da Câmara Municipal e a Directora Regional do IPJ assinalaram a data com a plantação de uma árvore.














