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CONFERÊNCIA ÁREAS PROTEGIDAS LOCAISSAPAL DO RIO COINA E MATA DA MACHADA | Conclusões

Para o segundo dia da Conferência ÁREAS PROTEGIDAS LOCAIS ficou reservada uma visita, acompanhada, à Mata Nacional da Machada seguida de observação ao Sapal do Rio Coina. O Centro de Educação Ambiental foi o ponto de partida para a caminhada e foi, simultaneamente, o ponto de chegada para a leitura das conclusões desta Conferência.

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CONFERÊNCIA ÁREAS PROTEGIDAS LOCAIS SAPAL DO RIO COINA E MATA DA MACHADA | Conclusões

Por Jornal Rostos

Os participantes dividiram-se por três grupos e partiram ‘à descoberta da Mata’. Mário Carmo (biólogo), Nuno Cabrita (engenheiro agrónomo e responsável pelo Centro de Educação Ambiental da Mata da Machada) e Paulo Pereira (da Sociedade Portuguesa de Botânica) fizeram as honras da casa.
Antes do almoço de encerramento, para o qual foram convidados todos os participantes, António Sousa Pereira, Director do Jornal «Rostos» protagonizou a sessão de apresentação das conclusões sobre os dois dias em que decorreu esta Conferência.

«COMO PODE ALGUÉM JULGAR OU AMAR O QUE NÃO CONHECE?»
Sublinhado um conjunto de ideias-força que resultaram das intervenções realizadas, bem como do debate de ideias mantido no dia anterior (20 de Outubro) no auditório da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, após os diferentes painéis da Conferência, António Sousa Pereira considerou que esta iniciativa marca um ponto de chegada e um ponto de partida, enquadrando um conjunto de acções cujo objectivo final visa dinamizar e concretizar a Classificação da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina como «Área Protegida Local». Assim sendo, sublinhou, igualmente, que todo o processo que conduz à Classificação da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, não é um exclusivo da Autarquia. Pelo contrário, para que seja concretizado com sucesso é indispensável o envolvimento dos agentes locais e da população, no debate de ideias, na recolha de sugestões e no reconhecimento da importância ambiental, social e económica destes espaços que correspondem a 10% do território do Concelho.

Sousa Pereira concluiu, também, que não há áreas de conservação da natureza que se mantenham sem que tenham uso, nesse sentido, “refere-se que é fundamental que seja elaborado um Plano Estratégico da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, que contribua para definir os objectivos de uso e perspective um modelo de gestão”. Em simultâneo, reconhece-se a importância da existência de um Plano de Gestão.

No decorrer desta apresentação foi divulgado que no âmbito do Plano Regional de Ordenamento do Território está a ser elaborado um instrumento de Gestão Florestal da Mata da Machada, que em breve será colocado em Consulta Pública.
A terminar foi sublinhada a importância do Sapal do Rio Coina para a conservação da biodiversidade do estuário do Rio Tejo, e, registado que a diminuição de metais está a contribuir para o regresso de bivalves e peixes, sendo a Baía do Seixal e do Barreiro, ponto de referência onde algumas espécies começam a ser vistas de novo. No âmbito da flora da Mata da Machada, é reconhecida a existência de espécies muito raras, que são suficientes para que este território seja parte integrante da Rede Natura.

Em suma, Sousa Pereira disse que “a classificação da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina como «Área Protegida Local», recebeu da Conferência um suporte teórico, um conjunto de dados de carácter técnico, científico e políticos, que, agora, sem dúvida, deixam em aberto o começo de um novo caminho, que, passa pela decisão política final que conduza à elaboração da Proposta de Classificação da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina como «Área Protegida Local». Alguém um dia escreveu que, é importante conhecer para amar. Todos temos vindo a caminhar nesta descoberta que permite conhecer mais e melhor a Mata da Machada e Sapal do Rio Coina.
Conhecendo amamos melhor.”

Agradecendo a apresentação destas conclusões que, disse, espelharem o seu sentimento em relação àquilo que aconteceu durante dois dias, o Vereador Nuno Banza revelou-se ‘muito satisfeito’ pelo contributo que assim foi deixado para o seu trabalho e para o trabalho de quem “faz connosco este caminho”.

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