Capgemini European Energy Markets Observatoryrevela que o acidente de Fukushima não deteve o desenvolvimento da energia nuclear
A Capgemini, um dos maiores fornecedores de serviços de Consultoria, Tecnologia e Outsourcing do mundo, em parceria com a Société Générale Global Research & Strategy, o CMS Bureau Francis Lefebvre e a VaasaETT, acaba de apresentar os resultados da décima terceira edição do European Energy Markets Observatory (EEMO).
Por Jornal Rostos
As principais conclusões do estudo revelam que, apesar do acidente de Fukushima no Japão ter levado os Reguladores a submeterem a testes de stress as actuais e as futuras instalações nucleares, ter provocado atrasos nos projectos de construção de novos reactores e de alguns países terem mesmo estabelecido planos de redução do consumo deste tipo de energia, o desenvolvimento da energia nuclear à escala global mantém-se. O estudo também refere que o aumento do consumo de energia nos países desenvolvidos e o acidente de Fukushima, em conjunto com o abrandamento dos investimentos necessários e levados a cabo pelas Utilities nas infra-estruturas energéticas, vão repercutir-se negativamente na Europa ao nível da segurança no fornecimento de energia e nas emissões de gases com efeito de estufa. O estudo revela que, a longo prazo, os preços da energia deverão aumentar ainda mais. Além disso, a continuidade do fornecimento de energia poderá estar severamente comprometida caso as autoridades Reguladoras do sector da Energia e os Governos não tomarem medidas, tendo em vista a promoção da realização de investimentos no valor de 1100 mil milhões de Euros na UE até 2020. Contudo, caso venha a ocorrer um novo abrandamento económico, como aconteceu em 2009, haverá uma redução no consumo de electricidade e de gás.














