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Clube da Arrábida critica inacção da Câmara Municipal de SetúbalAvança com «Acção Popular para captura de cães vadios na Serra da Arrábida»

"O número de ataques destes cães a animais domésticos, propriedade dos habitantes do PNA, tem vindo a aumentar consideravelmente, principalmente no Inverno, altura em que estes têm mais dificuldades em encontrar alimento" - sublinha o Clube da Arrábida.

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Clube da Arrábida critica inacção da Câmara Municipal de Setúbal Avança com «Acção Popular para captura de cães vadios na Serra da Arrábida»

Por Jornal Rostos

A inacção da Câmara Municipal de Setúbal e da Direcção Geral de Veterinária face ao crescente e perigoso fenómeno das matilhas de cães vadios na Serra da Arrábida, obrigou o Clube da Arrábida a dar entrada no Tribunal de Almada de uma Acção Popular contra essas entidades públicas para que cumpram as suas funções e competências legais em matéria de saúde pública, segurança de pessoas e bens e protecção do ambiente.

Ao longo dos últimos 10 anos tem-se assistido a um aumento exponencial de matilhas de cães vadios em toda a Serra da Arrábida, estimando-se que hoje deambulem por esta área protegida e parte integrante do Parque Natural da Arrábida mais de uma centena de cães, sem que até à data tenham sido tomadas pelas autoridades competentes (Câmara Municipal de Setúbal e Direcção Geral de Veterinária) quaisquer medidas eficazes para a sua captura. Estas matilhas de cães que proliferam em grande parte graças à alimentação que lhes é dada por associações de protecção dos animais, representam um enorme risco para a saúde pública por todas as doenças que podem transmitir ao homem e a outros animais, representando ainda uma ameaça à segurança física dos residentes e utentes do Parque Natural da Arrábida e constituem uma ameaça ao ambiente. Com efeito, por se encontrarem numa área ecologicamente sensível, estes cães que actuam em matilha, têm contribuído de uma forma significativa para o declínio de espécies naturais em toda a Serra da Arrábida tais como coelhos, raposas e ginetes, uma vez que os cães são predadores no topo da cadeia alimentar e que como tal não tem controlo natural. Além da pressão exercida sobre as espécies autóctones, estas matilhas de cães têm atacado pontualmente animais domésticos como foi o caso relatado na imprensa de um ataque mortífero a 5 porcos numa Quinta às portas de Setúbal na passada primavera. Até à data felizmente não há registo de ataques a seres humanos mas não faltam centenas de testemunhos de residentes e utentes da Arrábida sobre a insegurança e medo que sentem ao terem que confrontar-se com estes animais em estado selvagem.

O Clube da Arrábida e muitos dos seus associados, cansados destes mais de 8 anos de alertas feitos às autoridades locais para que protejam as populações e a Arrábida, exercendo as suas funções de captura dos cães selvagens, sem que as medidas anunciadas para o seu controlo tenham surtido qualquer efeito, entendem que chegou a hora da resolução eficaz e definitiva deste problema, pelo que pedem agora ao Tribunal através desta acção popular que obrigue as autoridades públicas competentes a cumprirem a lei e a erradicarem de vez esta praga.

Clube da Arrábida

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