Parque Industrial da Mitrena em SetúbalAlteração no percurso do tratamento dos efluentes

Por Jornal Rostos
A mudança da ligação do esgoto do parque industrial da Estação de Tratamento de Águas Residuais da Mitrena para a nova ETAR da Portucel, indica o documento aprovado, deve-se a um sobredimensionamento da primeira, que não funciona corretamente em virtude de “um caudal real afluente à instalação insuficiente”.
A implementação desta solução implica a realização de um protocolo entre a Câmara Municipal, concedente da gestão e exploração dos sistemas de abastecimento de água e saneamento de Setúbal, a Águas do Sado, enquanto concessionária dos sistemas de abastecimento de água e saneamento do Concelho, e a Portucel, que possui uma ETAR.
O encaminhamento das águas residuais para a ETAR da Portucel, equipamento com “capacidade de tratamento suficiente para receber o efluente do Loteamento Industrial da Mitrena”, reforça a proposta aprovada, implica a construção de um sistema elevatório para condução do efluente, obra estimada em cerca de 128 mil euros.
Esta opção, aceite pela Administração da Região Hidrográfica do Alentejo, permite à Autarquia uma poupança financeira da ordem dos 82 mil euros, uma vez que é dispensada a remodelação da ETAR de Mitrena, intervenção orçada em 210 mil euros.
São competências da Águas do Sado instalar um dispositivo para recolha de amostras periódicas do efluente e assegurar o limite máximo diário do caudal do efluente entregue na ETAR da Portucel, e proceder à ligação imediata do Complexo Fabril de Setúbal da Portucel à rede pública de abastecimento de água.
Já à Portucel cabe, entre outras tarefas, efetuar o tratamento dos efluentes brutos recebidos na ETAR e realizar a descarga após a realização do referido tratamento. Deve também recolher periodicamente amostras do efluente bruto entregue na ETAR e emitir um relatório mensal com os resultados das mesmas.
À Câmara Municipal de Setúbal cabe sugerir medidas corretivas de acordo com boas práticas e novas tecnologias disponíveis e manter a adequação do regulamento municipal que disciplina o funcionamento dos sistemas de abastecimento de água e saneamento de forma a não prejudicar a normal laboração dos sistemas instalados.














