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Criação da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e Mata Nacional da Machada - BarreiroSESSÃO DE PARTICIPAÇÃO PÚBLICA HOJE 28 DE MARÇO

A Câmara Municipal do Barreiro (CMB) promove, através da Divisão de Sustentabilidade Ambiental (DSA), a próxima Sessão Pública de Participação a propósito da Criação da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e Mata Nacional da Machada. Esta sessão tem lugar, hoje, dia 28 de março, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro.

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Criação da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e Mata Nacional da Machada - Barreiro SESSÃO DE PARTICIPAÇÃO PÚBLICA HOJE 28 DE MARÇO

Por Jornal Rostos

Pretende-se que esta sessão, aberta a toda a população, seja um momento de reflexão e debate sobre a criação da Reserva e que, com a participação e colaboração de todos, se construa o futuro desta área. Participe e contribua com a sua opinião.

Recorde-se que a 15 de fevereiro de 2012, a Câmara Municipal do Barreiro aprovou a proposta de criação da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e Mata Nacional da Machada. Esta área protegida corresponde a cerca de 800 hectares, e inclui dois espaços naturais de grande valor do ponto de vista ecológico, histórico, social e paisagístico: o Sapal do Rio Coina e a Mata Nacional da Machada. De acordo com a Autarquia, revela-se essencial a promoção do seu papel na história e qualidade de vida no Concelho do Barreiro, bem como a sua proteção do ponto de vista da conservação da natureza e da biodiversidade.

A criação de uma Reserva Natural Local justifica-se, em primeiro lugar, pelo conjunto de valores em presença no território. Em simultâneo, a CMB está a fazer um caminho de intervenção com objetivos de desenvolvimento sustentável, em diferentes áreas, nas quais a conservação da natureza e a biodiversidade são uma das vertentes.
Eleger uma estrutura formal como uma Reserva Natural, orientada para a conservação dos valores em presença, é uma forma de agilizar os procedimentos e levar para o terreno ações concretas, de uma forma eficaz e com economia de recursos, atingindo assim os objetivos a que se propõe.

Uma primeira ‘Sessão de Participação Pública’ teve lugar a 21 de março, na Escola Secundária de Santo André (ESSA).
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Dirigida a um público escolar a sessão contou, designadamente, com as presenças de Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da CMB, Nuno Banza, Vereador responsável pela DSA e João Farinha, Professor e Coordenador da Equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que apoia este projeto.

O Presidente da Autarquia valorizou a criação desta Reserva Natural, que ocupa cerca de um quarto do território do Concelho do Barreiro, e desejou que esta sessão de participação pudesse ser mais um contributo que ‘nos ajude a pensar a nossa terra’.

De forma a recolher a opinião dos estudantes sobre a Mata da Machada, João Farinha havia pedido a colaboração no preenchimento do inquérito «Eu e a Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e Mata Nacional da Machada», e na colocação de ‘indicadores’ num quadro que revela a frequência com que cada um dos presentes visita a Mata.

O propósito desta sessão foi explicitado pelo Vereador Nuno Banza que referiu ser ‘muito importante’ poder contar com as opiniões dos estudantes para que estas possam ser utilizadas no processo de criação, no Barreiro, de uma Reserva Natural Local.
“Do que falamos quando falamos de reservas naturais?” Questionou Nuno Banza para explicar, em seguida, que a partir de 2008, passou a ser possível às autarquias classificar por sua iniciativa os espaços “que têm valor para ser classificados. Aproveitámos esta oportunidade e estamos a trabalhar para dar corpo a um objetivo que, no Barreiro, tem 20 anos”. Dito isto, o Vereador também explicou aos estudantes o enquadramento das áreas relevantes, já classificadas na Península de Setúbal, e mostrou que, dentro do Concelho do Barreiro, (que tem 34 km2), a área que está proposta classificar como «Reserva Natural Local» significa 23 por cento do Concelho.
“Como se cria uma área protegida local? Como chegámos aqui? Que caminho já foi feito, ao nível, por exemplo, da inventariação de fauna e de flora” foram outros dos assuntos abordados na apresentação de Nuno Banza.
Passada a palavra a João Farinha foi a vez de o professor partilhar com os presentes que, “para trabalharmos em Ambiente temos de saltar ‘fora’ do pensar normal. Só assim conseguirmos fazer coisas inovadoras”.

Concretamente em relação à Mata da Machada João Farinha disse tratar-se de um espaço natural que deve ser utilizado, sob pena de haver ‘desperdício’. Neste sentido, referiu, “peço-vos opiniões e sugestões daquilo que poderia ser feito para tornar a Mata num local mais apelativo e mais vivido para vocês”.
Em simultâneo com as opiniões dos alunos, o professor também quis saber, junto de quem não costuma frequentar o local, quais as razões, porque “descobrir porque é que não vão lá, também é um excelente contributo para quem faz a gestão do espaço”.
Sobre os possíveis usos para a Mata, sugestões não faltaram. Desde a possibilidade de se poder vir a nadar no lago existente, à criação de um parque de atividades radicais ou, até mesmo, de um espaço para campismo. Mais do que um estudante referiu que a construção de uma ciclovia até à Mata Nacional da Machada seria um forte fator de atratibilidade ao local. A existência de um café com esplanada reuniu, igualmente, consenso.

Temos muito mais coisas para fazer (na Mata da Machada) do que coisas já feitas

Depois de ouvir, registar e comentar as opiniões dos alunos, Nuno Banza avançou que um dos objetivos da criação da Reserva é a gestão integrada do território. “Aquilo que se tem ganho quando se cria uma Reserva Natural é a agregação da responsabilidade, ou seja, colocar na ‘comissão diretiva da Reserva’ a última palavra sobre todas as ações que ocorrem no seu espaço. E se não ganhássemos mais nada, já ganhávamos na eficiência. Mas a verdade é que ganhamos muito mais coisas” concluiu.

Envolva-se a Participe.

Sessão Pública | 28 março | 21h00 | Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro.

CMB

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