Barreiro - DO GESSO AO SAPALHá uma perspetiva de zona integrada para o Concelho
. Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e da Mata Nacional da Machada
-Período Formal de Consulta Pública : 22 de março a 10 de abril
A Câmara Municipal do Barreiro (CMB), através da Divisão de Sustentabilidade Ambiental (DSA), promoveu a terceira e última Sessão Pública de Participação a propósito da Criação da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e Mata Nacional da Machada. A sessão teve lugar a 28 de março, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, e contou com a presença de mais de três dezenas de participantes.
-Período Formal de Consulta Pública : 22 de março a 10 de abril
A Câmara Municipal do Barreiro (CMB), através da Divisão de Sustentabilidade Ambiental (DSA), promoveu a terceira e última Sessão Pública de Participação a propósito da Criação da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e Mata Nacional da Machada. A sessão teve lugar a 28 de março, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, e contou com a presença de mais de três dezenas de participantes.

Por Jornal Rostos
A abertura da sessão ficou a cargo do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro. Carlos Humberto de Carvalho realçou a importância nodal e estratégica da criação da Reserva para o desenvolvimento do Concelho, acrescentando tratar-se de um projeto de todo o município, de toda a Câmara e de todos os cidadãos. Esta afirmação justifica-se, segundo o Autarca, “na medida em que a Mata e o Sapal são elementos essenciais ao desenvolvimento de um Concelho que se quer cada vez mais equilibrado e sustentado”.
Para além do facto de esta Autarquia estar apostada em respeitar o ambiente, o Presidente enfatizou o papel que esta Reserva poderá vir a ter no desenvolvimento e crescimento económico do Barreiro e da região. A terminar saudou todos aqueles que, ao longo dos anos, “connosco têm colaborado na preservação e utilização, cada vez mais intensa, da Mata Nacional da Machada” e concluiu dizendo que a criação da Reserva Natural Local “é um passo, é apenas mais um passo no sentido da utilização cada vez mais natural equilibrada e do Sapal e da Mata. Esta classificação não é o fim de um processo, é apenas mais um passo dentro de uma visão cada vez mais clara e integrada que temos”.
Do gesso ao sapal – perspetiva de zona integrada
Nuno Banza, Vereador com responsabilidades municipais na área da Sustentabilidade Ambiental, começou por agradecer o contributo de todos ao longo destes anos. Trata-se, nas suas palavras, de um caminho que já vai longo e que foi iniciado em 2010. Caracterizando o Sapal e a Mata como áreas que, do ponto de vista natural, não levantam dúvidas quanto à sua classificação, o Vereador indicou que as mesmas ocupam uma extensão de território significativa no Concelho do Barreiro (cerca de 23 por cento) e que, parte deste território, já possuía inúmeros estatutos de proteção, daí que, afirmou, “um dos nossos objetivos com a criação da Reserva é agregar todas essas figuras de proteção”.
Em relação a todo o território, Nuno Banza salientou a existência do Plano Municipal de Ambiente que integra, na sua génese, uma visão de zona integrada que, balizou, “vai do gesso (Baía do Tejo) ao Sapal do Rio Coina”.
Projeto de Regulamento e Limites da Proposta da Reserva Natural Local
Relativamente ao Regulamento que é proposto, o Vereador disse tratar-se de um ‘instrumento de gestão’ que reflete aquilo que tem sido a experiência das treze áreas protegidas de âmbito local que existem no País. “O objetivo é que, à medida que o tempo passe, este seja um instrumento de aplicação automática, que se aplica sem que as pessoas o sintam, sem que se dê por isso”.
Conservar os valores naturais em presença é o objetivo principal da criação desta Reserva. Nas palavras de Nuno Banza, “é deixar para o futuro algo a que nós reconhecemos valor e que temos, por isso, responsabilidade de conservar”. Mas também é contribuir para uma mudança de imagem do Concelho; reforçar a ligação ao rio; destacar algumas componentes culturais ligadas aos Descobrimentos; garantir uma gestão sustentável do território e, com isto, promover capacidade de atracão dentro da Área Metropolitana de Lisboa.
Valorizando o trabalho diário e de parceria que é desenvolvido com as associações de Escuteiros, com a Escola de Fuzileiros, os Bombeiros, a Autoridade Florestal Nacional, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, e as Juntas de freguesia, entre outras entidades, o Vereador reafirmou que desafio “não é um desafio do Ambiente, é um desafio do Barreiro, é um desafio da população e da região.” E, disse, “à semelhança da história da ‘Sopa da Pedra’, temos que continuar a saber acrescentar (contributos, trabalho, opiniões). Nós contamos convosco. Pois conseguimos dizer quando é que este desafio começou mas não conseguimos dizer quando é que acaba.”
No âmbito da Consulta Pública que está a decorrer, recorde-se, até 10 de abril, João Farinha, Professor e Coordenador da Equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, explicou que existem dois elementos muito importantes: os limites/balizas geográficas da Reserva (e eventuais conflitos) e a proposta de Regulamento. Para analisar, ambos, pediu a ajuda dos presentes. Numa primeira abordagem, a reflexão conjunta incidiu no facto de poderem existir valores económicos, ou outros, prejudicados com este ‘traçado’. Numa segunda fase dos trabalhos ‘esmiuçou-se’ a proposta de Regulamento, com maior incidência nos Artigos 11º (Atos e atividades interditas) e 12º (Atos e atividades condicionadas).
Depois das opiniões e sugestões avançadas cabe, numa fase posterior, à equipa do professor João Farinha sistematizar e apresentar, em relatório, os contributos recolhidos em todas as (três) sessões públicas de participação.
“A nossa convicção é que, quem está mais perto gere melhor, porque gere com todos”, concluiu o Vereador.
Findo o prazo de consulta pública, a proposta final de Criação da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e da Mata Nacional da Machada voltará à Câmara Municipal do Barreiro para que possa ser, formalmente, votada.
Fonte - CMB
Para além do facto de esta Autarquia estar apostada em respeitar o ambiente, o Presidente enfatizou o papel que esta Reserva poderá vir a ter no desenvolvimento e crescimento económico do Barreiro e da região. A terminar saudou todos aqueles que, ao longo dos anos, “connosco têm colaborado na preservação e utilização, cada vez mais intensa, da Mata Nacional da Machada” e concluiu dizendo que a criação da Reserva Natural Local “é um passo, é apenas mais um passo no sentido da utilização cada vez mais natural equilibrada e do Sapal e da Mata. Esta classificação não é o fim de um processo, é apenas mais um passo dentro de uma visão cada vez mais clara e integrada que temos”.
Do gesso ao sapal – perspetiva de zona integrada
Nuno Banza, Vereador com responsabilidades municipais na área da Sustentabilidade Ambiental, começou por agradecer o contributo de todos ao longo destes anos. Trata-se, nas suas palavras, de um caminho que já vai longo e que foi iniciado em 2010. Caracterizando o Sapal e a Mata como áreas que, do ponto de vista natural, não levantam dúvidas quanto à sua classificação, o Vereador indicou que as mesmas ocupam uma extensão de território significativa no Concelho do Barreiro (cerca de 23 por cento) e que, parte deste território, já possuía inúmeros estatutos de proteção, daí que, afirmou, “um dos nossos objetivos com a criação da Reserva é agregar todas essas figuras de proteção”.
Em relação a todo o território, Nuno Banza salientou a existência do Plano Municipal de Ambiente que integra, na sua génese, uma visão de zona integrada que, balizou, “vai do gesso (Baía do Tejo) ao Sapal do Rio Coina”.
Projeto de Regulamento e Limites da Proposta da Reserva Natural Local
Relativamente ao Regulamento que é proposto, o Vereador disse tratar-se de um ‘instrumento de gestão’ que reflete aquilo que tem sido a experiência das treze áreas protegidas de âmbito local que existem no País. “O objetivo é que, à medida que o tempo passe, este seja um instrumento de aplicação automática, que se aplica sem que as pessoas o sintam, sem que se dê por isso”.
Conservar os valores naturais em presença é o objetivo principal da criação desta Reserva. Nas palavras de Nuno Banza, “é deixar para o futuro algo a que nós reconhecemos valor e que temos, por isso, responsabilidade de conservar”. Mas também é contribuir para uma mudança de imagem do Concelho; reforçar a ligação ao rio; destacar algumas componentes culturais ligadas aos Descobrimentos; garantir uma gestão sustentável do território e, com isto, promover capacidade de atracão dentro da Área Metropolitana de Lisboa.
Valorizando o trabalho diário e de parceria que é desenvolvido com as associações de Escuteiros, com a Escola de Fuzileiros, os Bombeiros, a Autoridade Florestal Nacional, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, e as Juntas de freguesia, entre outras entidades, o Vereador reafirmou que desafio “não é um desafio do Ambiente, é um desafio do Barreiro, é um desafio da população e da região.” E, disse, “à semelhança da história da ‘Sopa da Pedra’, temos que continuar a saber acrescentar (contributos, trabalho, opiniões). Nós contamos convosco. Pois conseguimos dizer quando é que este desafio começou mas não conseguimos dizer quando é que acaba.”
No âmbito da Consulta Pública que está a decorrer, recorde-se, até 10 de abril, João Farinha, Professor e Coordenador da Equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, explicou que existem dois elementos muito importantes: os limites/balizas geográficas da Reserva (e eventuais conflitos) e a proposta de Regulamento. Para analisar, ambos, pediu a ajuda dos presentes. Numa primeira abordagem, a reflexão conjunta incidiu no facto de poderem existir valores económicos, ou outros, prejudicados com este ‘traçado’. Numa segunda fase dos trabalhos ‘esmiuçou-se’ a proposta de Regulamento, com maior incidência nos Artigos 11º (Atos e atividades interditas) e 12º (Atos e atividades condicionadas).
Depois das opiniões e sugestões avançadas cabe, numa fase posterior, à equipa do professor João Farinha sistematizar e apresentar, em relatório, os contributos recolhidos em todas as (três) sessões públicas de participação.
“A nossa convicção é que, quem está mais perto gere melhor, porque gere com todos”, concluiu o Vereador.
Findo o prazo de consulta pública, a proposta final de Criação da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e da Mata Nacional da Machada voltará à Câmara Municipal do Barreiro para que possa ser, formalmente, votada.
Fonte - CMB
















