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As florestas são um recurso vital para o desenvolvimento sustentávelGraziano da Silva abre reunião do Comité das Florestas da FAO

O Diretor-Geral da FAO José Graziano da Silva destacou hoje a importância do papel das florestas no desenvolvimento sustentável quando abriu uma reunião de cinco dias do Comité das Florestas da FAO (COFO).

Graziano da Silva observou que a relação entre florestas e desenvolvimento sustentável foi um dos temas considerados transversais na Conferência Rio +20, em junho.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

A edição de 2012 da publicação emblemática da FAO – O Estado das Floresta do Mundo – é, portanto, dedicada ao papel das florestas no desenvolvimento sustentável.

As florestas, que cobrem cerca de 31 por cento do planeta, desempenham um papel fundamental nas economias nacionais e globais e no mandato da FAO para reduzir a fome, a subnutrição e a pobreza extrema, afirmou Graziano da Silva.

“O sucesso do trabalho da FAO em melhorar a vida das pessoas vai depender muito de como equilibrar o uso e a preservação dos recursos naturais”, frisou. “Isso inclui também as florestas, que desempenham um papel importante em termos ambientais, através do sequestro de carbono, preservação da qualidade do solo e da água e conservação da biodiversidade”

Subsistência e sobrevivência

Cerca de 350 milhões das pessoas mais pobres do mundo, incluindo 60 milhões de indígenas, dependem das florestas para a sua subsistência diária e sobrevivência a longo prazo.

Mas em muitos países “a degradação florestal, a desflorestação e práticas agrícolas inadequadas contribuem para perdas significativas de solo todos os anos”, observou o Diretor-Geral da FAO.

“É necessário preservar o nosso solo para sustentar a vida no planeta, mas o lento processo de desertificação não captou ainda a atenção merecida”.

Uma agricultura e silvicultura sustentáveis ??podem reverter a degradação do solo e ajudar a combater a desertificação. “Temos de garantir que a proteção dos solos e a luta contra a desertificação são colocados no topo da agenda internacional”, declarou Graziano da Silva.

“Vamos ter de trabalhar em conjunto com governos, sociedade civil e setor privado para maximizar o papel das florestas e terrenos arborizados no futuro da segurança alimentar”, acrescentou. “Vai ser necessário um esforço coletivo, incluindo de todos os nossos parceiros dentro e fora do sistema das Nações Unidas, para gerirmos as florestas do mundo de forma sustentável”.

No seu comunicado, o Diretor-Geral também mencionou a possibilidade de assegurar uma monitorização mais regular da cobertura florestal, uma ideia que também foi discutida com os Ministros presentes na cerimónia de abertura.

Reflorestamento no Bangladesh

Sendo um dos países?? do mundo mais vulneráveis ao clima, o Bangladesh lançou um plano nacional para proteger o país dos efeitos adversos das alterações climáticas e garantir o seu desenvolvimento económico continuado, afirmou o Ministro para o Meio Ambiente e Florestas, Mohammed Hassan Mahmoud, o orador principal da reunião. O plano é o de criar 20 por cento de cobertura florestal no país até 2021 através do reflorestamento em geral e do reflorestamento costeiro, em particular, acrescentou.

A Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, afirmou que uma economia de base florestal bem desenvolvida deve ser uma prioridade no Brasil, que tem a maior floresta tropical do mundo, abrangendo mais de 60 por cento do seu território. Os esforços para combater a desflorestação no país estão a começar a dar bons resultados e as atividades no terreno têm ajudado a reduzir a desflorestação em quase 77 por cento entre 2004 e 2011 na região amazónica brasileira legalmente definida, indicou Izabella Teixeira.

“As parcerias público-privadas são a base de uma nova política de gestão das florestas públicas brasileiras, representando mais de 300 milhões de hectares”, observou. Na Conferência Rio+20, a comunidade internacional concordou que os desafios do desenvolvimento devem ser abordados através do paradigma da sustentabilidade nos seus aspetos económicos, sociais e ambientais, acrescentou.

Juntamente com os Ministros do Brasil, Bangladesh e África do Sul, estiveram também presentes no palco na sessão inaugural do Comité das Florestas o Secretário Executivo da Comissão Económica da ONU para a Europa (UNECE), Sven Alkalaj, e o Secretário Executivo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), Gnacadja Luc.

Acordo para o Congresso Florestal Mundial

Graziano da Silva e Pieter Willem Mulder, Vice-Ministro Sul-africano da Agricultura, Silvicultura e Água, assinaram mais tarde um acordo de cooperação que permite à FAO e à África do Sul iniciarem os preparativos para o 14º Congresso Florestal Mundial a ser realizado em setembro de 2015, em Durban.

“Em 2015 esperamos que o Congresso seja uma oportunidade para a comunidade global de florestas promover a sensibilização e análise de questões fundamentais que o sector terá de enfrentar então. Ficaremos contentes se o resultado incluir novas formas de abordar ações técnicas, científicas e políticas dentro do setor florestal”, afirmou Mulder.

Fonte - FAO

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