Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Inovações e investimentos necessários para modernizar o sector florestal russoFAO publica estudo sobre o Setor Florestal Russo até 2030

O setor florestal na Federação Russa tem de ser modernizado através de inovações e tecnologias de ponta para maximizar o seu potencial como mitigador global das alterações climáticas e como uma importante fonte de madeira, de acordo com um novo estudo apresentado hoje pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Governo da Federação Russa.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

Espalhadas desde o Mar Báltico até ao Oceano Pacífico, a Rússia tem mais de um quinto das florestas do mundo, o que a torna o maior país florestal do mundo. No entanto, o potencial das florestas russas está subutilizado e a participação da Rússia no comércio global de produtos florestais é inferior a quatro por cento. Falta de gestão, equipamentos desatualizados e subfinanciamento estão entre os principais fatores que impedem o desenvolvimento do setor florestal russo, de acordo com o relatório.

O estudo sobre o Setor Florestal Russo até 2030 apela para uma ação imediata sobre a modernização do setor florestal russo, o aumento da atratividade de investimento, o estímulo à procura interna por produtos florestais, como as casas de madeira e o mobiliário, a abordagem às questões das madeireiras ilegais e a reforma das instituições florestais públicas e da legislação.

“O estudo aumenta o nosso conhecimento sobre as grandes oportunidades e o possível potencial de desenvolvimento do sector florestal da Federação Russa”, afirma o Diretor-Geral Adjunto para Florestas da FAO, Eduardo Rojas-Briales. “Modernizar as florestas da Rússia terá um impacto positivo sobre as condições sociais, económicas e ambientais na Federação Russa e contribuirá para o desenvolvimento do mundo florestal, indústria florestal, comércio de madeira e meio ambiente.”

É necessário um aumento do investimento

De acordo com o estudo, em 2030 a área de floresta na Rússia vai aumentar em cerca de 1,5 por cento dos 882 milhões de hectares em 2010 para os 895 milhões de hectares, isto significa um aumento anual de 660.000 hectares. Este aumento irá ocorrer principalmente devido ao reflorestamento artificial e natural de terras agrícolas abandonadas e como resultado da expansão florestal em terras não florestadas e tundra.

O estudo estima que, se o fluxo de investimentos no setor florestal aumentar cinco vezes em relação ao seu nível atual de aproximadamente 2 mil milhões de dólares para cerca de 10 mil milhões por ano, a produção de toras na Rússia vai duplicar até 2030, de 143 milhões de metros cúbicos em 2010 para mais de 300 milhões de metros cúbicos. Sob tais condições favoráveis, a produção de papel e celulose deve crescer em 2030 de 7,7 milhões de toneladas em 2010 para 25,4 milhões de toneladas, afirma o relatório. Seria necessária uma melhoria radical no clima de investimentos na Rússia para alcançar estas metas.

Enfoque global sobre impactos das alterações climáticas na Rússia

As florestas na Federação Russa desempenham um papel crucial na estabilização do clima no planeta. Por exemplo, o país foi responsável por mais de 90 por cento do sequestro de carbono das florestas boreais do mundo entre 2000-2007. As estimativas da média de sequestro de carbono em florestas russas durante os últimos 10 anos estão entre os 500 e 700 milhões de toneladas por ano.

Há um risco grave, no entanto, de que as emissões de carbono das terras geladas da Rússia excedam as atuais emissões provenientes da desflorestação tropical em várias vezes, se o aquecimento global se tornar uma realidade.

Este é um problema de preocupação global, ainda não suficientemente reconhecido pela comunidade internacional, segundo o relatório. Este recomenda, por isso, uma análise mais aprofundada do problema dos processos de gelo perpétuo a nível internacional e a sua inclusão no atual processo de negociação sobre alterações climáticas.

Fonte - FAO

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção