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Crise leva portugueses a produzir menos resíduos

Um estudo da AEPSA – Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente, revela que a crise está a levar os portugueses a produzirem cada vez menos resíduos urbanos, concluindo que cada português produziu em 2011 cerca de 487 kg de resíduos por ano, contra os 511 kg/Habitante/Ano no ano de 2010.

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Crise leva portugueses a produzir menos resíduos

Por Jornal Rostos

Segundo esta Associação, o sector dos resíduos em Portugal vem refletindo, naturalmente, a presente recessão económica, quer nos resíduos urbanos (RSUs), como nos resíduos comerciais e industriais, banais (RIBs) e perigosos (RIPs).
“Os resíduos constituem um barómetro fiel de qualquer comunidade, refletindo com rigor a sua evolução social, económica e tecnológica e, face a 2010, constata-se uma redução média nos RSUs da ordem dos 6% e nos RIBs e RIPs da ordem dos 15% a 20%, dependendo do sector de atividade”, esclarece Diogo Faria de Oliveira, presidente da AEPSA.
Pode ler-se no estudo que a fileira, por exemplo, dos metais ferrosos é uma das áreas mais afectadas com uma redução de cerca de 25%, refletindo naturalmente as fortes reduções de atividade nos sectores metalomecânico, da construção e dos VFVs (veículos em fim de vida).
“Nos VFVs, a redução já atinge os 80%, devido à enorme quebra de venda de veículos novos, prolongando-se a vida dos mais velhos. Para além disso, o corte no incentivo ao abate de VFVs também contribuiu para essa quebra e está a contribuir para a comercialização de veículos com idade muito avançada, que deveriam estar a ir para abate”, alerta o mesmo responsável.
Quando tal sucede, revela o documento, é de esperar que a comercialização de peças usadas tenha algum incremento, mas, inversamente, também neste nicho de mercado a atividade está a verificar uma redução de cerca de 50%, refletindo o enorme aperto financeiro das famílias que têm de relegar para 2º plano a preservação do bens menos essenciais.
Recorde-se que a AEPSA integrou recentemente a ANAREPRE, através da fusão das duas Associações. Assim, a AEPSA representa agora toda a fileira do Ambiente em Portugal, o que se traduz num volume de negócios de 1.500 milhões de euros, o correspondente a 65 associados.
No que toca à Água e Saneamento, até 2010 o investimento acumulado dos operadores privados de concessões municipais ascendeu a €936M. “A média de investimento dos operadores privados por município foi de €31,2M, muito acima da média nacional”
“Além de investirem a um ritmo acima da média nacional, as concessionárias são geradoras de emprego e absorvem funcionários públicos que passam das câmaras para os operadores privados”, destaca Diogo Faria de Oliveira.
Em 2010, lê-se também no estudo, as empresas concessionárias empregavam 1687 trabalhadores (mix privados e função pública).
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