A Princesa e o gatinho (mini-conto)Por Jorge Fagundes
Este, ronronou de satisfação, mas... gatinho continuou.

Por Jornal Rostos
Nos tempos em que havia reinos e princesas por esse mundo fora, uma dessas princesas, Bela de seu nome, andava certa manhã a regar as flores do seu jardim.
Era uma jovem muito bonita (daí o nome de Bela) e prendada (sabia ler e escrever, sabia bordar, tocava piano e falava francês, além de saber cozinhar umas sopas de legumes variados que eram a delícia das delícias), morena, de olhos castanhos sonhadores.
Andava pelos dezassete anos e muitos príncipes dos reinos próximos ansiavam por fazer-lhe a corte.
Mas ela sempre dizia ao rei, seu pai, que ainda era muito nova para se casar.
Em boa verdade porque nenhum desse príncipes lhe interessava.
Enquanto regavas as flores, a princesa ouviu um restolhar no canteiro dos amores perfeitos. Aproximou-se, com certo receio e muito cuidado e...surpresa das surpresas, estava ali um gatinho, de pelo amarelado e olhos azuis.
A princesa pegou nele, fez-lhe festinhas e, olhando bem no fundo dos olhos, cor do céu, do gatinho, não resistiu (talvez por se lembrar das histórias que, em pequena, a sua velha ama lhe contava), e beijou-o.
Este, ronronou de satisfação, mas... gatinho continuou.
No entanto, como até para gato é preciso ter-se sorte, a princesa, embora ligeiramente desapontada pelo facto dele não se ter transformado num belo e encantador príncipe, adoptou-o.
E viveram felizes para sempre!
Jorge Fagundes














