Célula do PCP na Amarsul - SetúbalEm defesa da AMARSUL e dos nossos direitos

Por Jornal Rostos
Ergamos a luta
Em defesa da AMARSUL e dos nossos direitos
Os trabalhadores da AMARSUL como a generalidade do povo português sentem nas suas vidas as negativas consequências de 37 anos de política de direita que vem sendo desenvolvida em benefício do grande capital por sucessivos governos do PS, PSD e CDS. Política que com o Pacto de Agressão subscrito por estes três partidos com a troika estrangeira UE - União Europeia, BCE – Banco Central Europeu, FMI - Fundo Monetário Internacional, sofreu uma enorme agravamento.
Uma política que ao contrário do que o Governo afirma não é uma inevitabilidade, nem tão pouco resolve nenhum dos problemas com que o pais se confronta, antes os agrava a todos.
Politica que para os trabalhadores se traduziu, na redução dos salários reais, na destruição dos postos de trabalho, no aumento do desemprego, no ataques os direitos sociais e laborais, no encerramento de serviços públicos e numa profunda degradação do regime democrático e a uma crescente perda da independência nacional.
Mas como se isto não bastasse, somos agora confrontados com a intenção do governo do PSD/CDS pretende privatizar já em 2014 a Empresa Geral do Fomento (EGF), do grupo Águas de Portugal, a que pertence a Amarsul, empresa constituída em parceria com os municípios para assegurar o tratamento e valorização de resíduos.
Nós PCP, afirmamos que a privatização é contrária ao interesse nacional, ao serviço público, às populações e aos trabalhadores.
• Porque colocará em risco a qualidade dos serviços prestados às populações e a sustentabilidade da empresa.
• Porque aumentará o preço cobrado pela prestação de serviço, agravando significativamente as tarifas pagas pelos utentes.
• Porque diminuirá o investimento no sector.
• Porque visa afastar os municípios da gestão deste serviço público.
• Porque colocara em causa postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores.
A privatização deste importante e estratégico sector está a ser preparada pelo Governo tendo por objectivo a sua entrega ao grande capital e às transnacionais, um processo conduzido sem transparência, e desenvolvido de modo a retirar aos municípios o poder de intervenção e decisão em matéria que são parte integrante por direito e natureza.
Um processo a que não é estranho o comportamento, acções e atitudes que o Conselho de Administração vêm desenvolvendo nas matérias relativas aos trabalhadores e que se caracteriza por estar em confronto com a lei e o Acordo de Empresa – AE (livremente acordado entre a empresa e os Sindicatos) e visa a redução das nossas remunerações e direitos como caminho para preparar a privatização.
Nós trabalhadores não estamos sozinhos na luta contra a privatização, as autarquias locais detentoras de capital social da Amarasul tem vindo a contestar ao longo do tempo as intenções do governo nomeadamente com a posição comum que tomaram por unanimidade em Março de 2013, ou ainda recentemente a que os 18 municípios da Area Metropolitana de Lisboa se tomaram pronunciando-se unanimemente contra esta opção do governo e reafirmando que que devem ser as câmaras a assumir por inteiro aquilo que são as suas responsabilidades legais no que se refere à gestão de resíduos.
A Célula do PCP na Amarsul afirma que luta e a unidade dos trabalhadores tem sido como a vida o demonstra o caminho seguro para derrotar as tentativas de redução dos seus salários e direitos e para alcançar a melhoria efectiva dos nossos salários e de privatização da empresa.
Célula do PCP na Amarsul 20 de Dezembro 2013














