Porto de Setúbal: Melhoria das acessibilidades é projeto prioritárioUm investimento previsto de 25 milhões de euros

Por Jornal Rostos
Com um investimento previsto de 25 milhões de euros, visa dotar o porto para receber navios de linha regular de média dimensão Panamax com 13 metros de calado em qualquer maré, uma necessidade que resulta do aumento de tamanho e calado dos navios modernos, permitindo manter a posição do porto no mercado shortsea de contentores e deepsea ro-ro e carga fracionada, servindo a região de Lisboa, a região Sul de Portugal e Espanha, até Madrid.
Permitirá aproveitar a capacidade já instalada no porto, como o Terminal Multiusos Zona 2, predominantemente um terminal de contentores de shortsea em termos de infraestruturas e equipamentos, que dispõe de um terrapleno com 20 ha e uma capacidade atual para movimentar 250 mil TEU/ano, utilizada em apenas 25%, podendo, com a instalação de mais pórticos chegar aos 650 mil TEU/ano.
O mesmo Grupo de Trabalho considerou, também, como 18º projeto prioritário, o Projeto de Expansão do Terminal Roll-on Roll-Off do Porto de Setúbal, um investimento de 3,5 milhões de euros, que vai avançar este ano e destina-se a criar, nos novos 5,8 ha de terrapleno, um Hub automóvel, de crosstrade intercontinental na ligação entre as rotas do Atlântico, África, Ásia e Mediterrâneo, e de distribuição de veículos para Portugal e Espanha, até Madrid, com áreas de atividades logísticas especializadas de valor acrescentado no interior do porto.
A estes dois projetos, junta-se a pretensão do Porto de Setúbal em avançar com a melhoria da articulação da ferrovia com os terminais portuários, destacando-se o Projeto de Ligação Ferroviária à Mitrena, em estudo, um investimento com potencial para aumentar o movimento nacional anual de cargas por ferrovia até 2 milhões de toneladas, isto é, até mais 20% do total atual.
São três projetos que contribuem para posicionar o Porto de Setúbal como “como solução ibérica disponível”, rentabilizando as modernas infraestruturas de que dispõe atualmente e reforçando o papel de porta atlântica de exportação da indústria da região de Lisboa.
APSS, 30 de janeiro de 2014














