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Vida

Trabalhadores da Nutriquim / BarreiroConseguiram os seus objectivos

A Nutriquim (fábrica de fosfato dicálcico) constituída em 30 de Janeiro de 2002, é o que resta da ex-Quimitécnica, por sua vez ex-Quimigal, esta constituída a partir da nacionalização da CUF.
Os trabalhadores envolvidos, desde praticamente do inicio do processo, com data de 1996, exigiram os direitos constantes do Acordo de Empresa. O acordo estabelecido com a empresa em meados de Maio, resultou o pagamento de montantes diversos, nomeadamente de 29 000 euros, 26 000 euros, 25 600 euros e 23 500 euros a cada um dos trabalhadores.

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Por Jornal Rostos

Resistindo, lutando e exigindo os seus direitos, os trabalhadores da Nutriquim / Barreiro, conseguiram os seus objectivos!

Foram indemnizados e actualizadas as retribuições respectivas.

Para quem não sabe, a Nutriquim (fábrica de fosfato dicálcico) constituída em 30 de Janeiro de 2002, é o que resta da ex-Quimitécnica, por sua vez ex-Quimigal, esta constituída como se sabe a partir da nacionalização da CUF.

Mais simples para se perceber. Com a reestruturação/destruição da Quimigal e a sua privatização, a constituição da Quimitécnica foi uma das medidas dos responsáveis da época, na qual incluía a fábrica de fosfato dicálcico. Em finais de Janeiro de 2002, o grupo CUF decidiu constitui-la como empresa e atribuiu-lhe o nome de Nutriquim.

A Nutriquim é uma empresa sucedânea da Quimigal, foi uma das conclusões do Tribunal da Relação de Lisboa.

Os trabalhadores envolvidos, os que têm vindo a resistir desde praticamente do inicio do processo, com data de 1996, exigiram os direitos constantes do Acordo de Empresa, na base da decisão do Supremo Tribunal de Justiça:

“Declarar aplicável à relação das partes o A.E. Quimigal EP e sucessivas alterações, nomeadamente as retributivas que resultaram da adesão ao AE Quimigal Adubos”.

De facto passou muito tempo, mas finalmente do acordo estabelecido com a empresa em meados de Maio do corrente ano, resultou o pagamento de montantes diversos, nomeadamente de 29 000 euros, 26 000 euros, 25 600 euros e 23 500 euros a cada um dos trabalhadores, para além da actualização mensal das retribuições (salário base, anuidades e subsídio de alimentação) em valores entre 537 e 636 euros.

Deste processo podemos concluir que levando demasiado tempo a ser resolvido, os resultados obtidos foram importantes para os trabalhadores envolvidos, alguns dos quais já tinham rescindindo os seus contratos de trabalho, para alem de reforçar a importância dos direitos constantes nas convenções colectivas e a necessidade permanente de defender a contratação colectiva.

Foi importante resistir e actuar perante as adversidades e contra algumas posições de responsáveis da empresa, que chegaram a afirmar, durante o decorrer do processo, que os trabalhadores não irão receber nada, e que irão beber à sua mão.

Ontem, hoje e sempre na defesa dos direitos e nas conquistas de melhores condições de vida e de trabalho, o caminho é o da luta e da resistência.

Barreiro, 05 de Junho de 2014.

A Direcção do Site Sul

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