Livraria Du BocageUma referência na cidade
Adelino Esteves, natural de Abrantes, reside no Barreiro há 49 anos, tinha 11 anos quando abraçou esta terra como sua – “vim para o Barreiro para estudar, dado que na minha terra de nascimento não existia Liceu, mas, hoje, considero o Barreiro a minha terra”.
Há 23 anos fundou a Livraria Du Bocage, uma livraria que, ao longo dos anos, contribuiu para valorizar culturalmente a cidade.
Há 23 anos fundou a Livraria Du Bocage, uma livraria que, ao longo dos anos, contribuiu para valorizar culturalmente a cidade.

Por Jornal Rostos
A Livraria Du Bocage, ali na Avenida Alfredo da Silva, é, para muitos barreirenses um ponto de encontro com as novidades literárias. E, de facto, quando a obra não existe, basta contactar, o Senhor Adelino, como todos amavelmente o conhecem, para solicitar a obra desejada que, rapidamente, estará disponível.
Muitos barreirenses sabem que a Livraria Du Bocage, por esta ou aquela razão, faz parte das suas vidas – uma oferta de um livro, uma lembrança para um amigo e também, para alguns, aquele espaço marcou o começo de um projecto de vida.
Não podemos esquecer que, no seu arranque, durante a década 80 a Livraria Du Bocage, foi o espaço que proporcionou o lançamento de obras literárias e exposições de artistas plásticos da cidade. Era um pólo de cultura – “o ponto de encontro de artistas”.
Livro é paixão
Adelino Esteves, como ele próprio nos diz – “sou um barreirense, conheço mais do Barreiro que da minha terra”.
Aqui casou, com uma barreirense, tem filhos barreirenses e “tenho um neto que posso dizer é metade do Barreiro”. Talvez por estas razões, desde sempre juntou à sua actividade comercial essa vontade de proporcionar um espaço de animação sócio cultural – “hoje não temos condições o espaço não chega para as nossas necessidades, são muitos livros. Nós acabámos com muita pena nossa essa actividade, mas, na verdade, nesta actividade, é importante sabermos gerir o espaço. E, infelizmente, hoje não temos espaço para mais nada” – salienta Adelino Esteves.
Vocês são uma referência no Barreiro para qualquer obra literária?
“Eu penso que sim. Pelo menos, não houve ninguém com esta coragem que nós tivemos, de trabalhar só com livros”.
E é difícil esta actividade aqui no Barreiro?
“È difícil como é em todas as profissões. Tem que se gostar muito. Exige uma actualização diária e permanente. É raro o dia que não chegam títulos novos. Nós temos que gostar muito do livro e temos que estudar diariamente se quisermos estar sempre actualizados e estar dentro da actividade. Sabe é muito fácil vender livros, vender é parte mais fácil. A outra parte é que é muito difícil: ou se gosta ou não se gosta”.
Adelino Esteves começou a sua actividade no mundo do livro na Livraria Bertrand, onde construiu a sua carreira profissional até ao topo. E, um dia, há 23 anos, decidiu arrancar para a criação do seu projecto, uma iniciativa que ergueu com muita paixão – “Foi, sem dúvida, com muita paixão que decidi vir para esta actividade. Abdiquei do eu curso, para ficar nos livros. Vim parar aos livros por acaso, mas, depois de cá estar nunca mais quis outra coisa. Na altura, quando começámos foi muito arriscado. Ainda hoje este é arriscado, mas, já está consolidado. Vai-se andando, com as dificuldades da época, mas vai-se fazendo o dia a dia. No livro, o importante é sabermos o que estamos a fazer, temos que conhecer os clientes e conhecer o meio. Nós conhecemos os nossos clientes e conhecer o mundo do livro por dentro”.
Adelino Esteves é, sem dúvida, no Barreiro, “o rosto do livro”. Um amigo que sabe sempre desbravar o caminho e dizer-nos...”Amanhã tenho aquilo que precisa”.
Muitos barreirenses sabem que a Livraria Du Bocage, por esta ou aquela razão, faz parte das suas vidas – uma oferta de um livro, uma lembrança para um amigo e também, para alguns, aquele espaço marcou o começo de um projecto de vida.
Não podemos esquecer que, no seu arranque, durante a década 80 a Livraria Du Bocage, foi o espaço que proporcionou o lançamento de obras literárias e exposições de artistas plásticos da cidade. Era um pólo de cultura – “o ponto de encontro de artistas”.
Livro é paixão
Adelino Esteves, como ele próprio nos diz – “sou um barreirense, conheço mais do Barreiro que da minha terra”.
Aqui casou, com uma barreirense, tem filhos barreirenses e “tenho um neto que posso dizer é metade do Barreiro”. Talvez por estas razões, desde sempre juntou à sua actividade comercial essa vontade de proporcionar um espaço de animação sócio cultural – “hoje não temos condições o espaço não chega para as nossas necessidades, são muitos livros. Nós acabámos com muita pena nossa essa actividade, mas, na verdade, nesta actividade, é importante sabermos gerir o espaço. E, infelizmente, hoje não temos espaço para mais nada” – salienta Adelino Esteves.
Vocês são uma referência no Barreiro para qualquer obra literária?
“Eu penso que sim. Pelo menos, não houve ninguém com esta coragem que nós tivemos, de trabalhar só com livros”.
E é difícil esta actividade aqui no Barreiro?
“È difícil como é em todas as profissões. Tem que se gostar muito. Exige uma actualização diária e permanente. É raro o dia que não chegam títulos novos. Nós temos que gostar muito do livro e temos que estudar diariamente se quisermos estar sempre actualizados e estar dentro da actividade. Sabe é muito fácil vender livros, vender é parte mais fácil. A outra parte é que é muito difícil: ou se gosta ou não se gosta”.
Adelino Esteves começou a sua actividade no mundo do livro na Livraria Bertrand, onde construiu a sua carreira profissional até ao topo. E, um dia, há 23 anos, decidiu arrancar para a criação do seu projecto, uma iniciativa que ergueu com muita paixão – “Foi, sem dúvida, com muita paixão que decidi vir para esta actividade. Abdiquei do eu curso, para ficar nos livros. Vim parar aos livros por acaso, mas, depois de cá estar nunca mais quis outra coisa. Na altura, quando começámos foi muito arriscado. Ainda hoje este é arriscado, mas, já está consolidado. Vai-se andando, com as dificuldades da época, mas vai-se fazendo o dia a dia. No livro, o importante é sabermos o que estamos a fazer, temos que conhecer os clientes e conhecer o meio. Nós conhecemos os nossos clientes e conhecer o mundo do livro por dentro”.
Adelino Esteves é, sem dúvida, no Barreiro, “o rosto do livro”. Um amigo que sabe sempre desbravar o caminho e dizer-nos...”Amanhã tenho aquilo que precisa”.

















