Mega tablets chegam ao mercado mundial através da portuguesa EDIGMA
Por Jornal Rostos
Com o Skin Ultra qualquer superfície, independentemente da dimensão, pode ser interativa e os primeiros modelos do produto vão ser aplicados em televisões, fruto do interesse das grandes construtoras mundiais em integrar esta tecnologia nos seus LCD.
Esta tecnologia, made in Portugal, permite interação através do toque em ecrãs de grandes superfícies, com a mesma experiência de toque e velocidade de um tablet.
No fundo, trata-se de uma tecnologia em película para ser colada por trás do vidro da televisão para que esta passe a ser touch e vai estar em demonstração a partir de 5 de janeiro de 2015, na Consumer Electronics Shows (CES) Las Vegas, a maior feira de tecnologia do mundo.
“O produto que estamos a desenvolver é uma espécie de híbrido. À televisão fomos buscar o tamanho e ao tablet o conceito touch”, explica Miguel Fonseca, CEO da EDIGMA.
O lançamento mundial vai ser no próximo dia 17 de outubro, em Braga, sendo que as grandes construtoras asiáticas de televisão, como a Samsung, a LG, a NEC ou a Panasonic, que pretendem incorporar a tecnologia da EDIGMA para equipar os seus produtos, vão estar presentes.
“Acreditamos que o touch é o interface certo para o futuro e, por isso, estamos a preparar o lançamento de um primeiro produto que vai permitir aos utilizadores expandir a forma como usam as grandes superfícies, nomeadamente as suas televisões e, assim, interagir com elas”, afirma Miguel Fonseca.
O Skin Ultra é um produto ultra performante, rápido e sensível, uma vez que permite que se conjuguem 100 toques em simultâneos, a uma velocidade de 5 milissegundos, e vai estar disponível em 5 tamanhos diferentes – 40, 42, 47, 50 e 55 polegadas.
“Há uns anos atrás os telefones também tinham todos teclados e deixaram de ter e o que usamos atualmente é a tecnologia touch para interagir com eles”, reforça o CEO da EDIGMA.
De acordo com o responsável, o touch começou nos ecrãs dos smartphones, alastrou aos tablets e, hoje, já está presente em muitos computadores portáteis, pelo que a tendência é da extensão aos ecrãs de grande dimensões a uma grande velocidade à escala mundial.
A grande diferença deste produto em relação à tecnologia touchscreen que já existia em grande ecrãs está na resolução 3 vezes superior; no tipo de material condutor; na arquitetura electrónica e na componente de software, ou seja, nos algoritmos que estão por trás de todo o processo.
“Temos vindo a preparar-nos de modo a que não existam limitações do ponto de vista de produção do Skin Ultra. Neste momento, estamos a preparar-nos para uma capacidade produtiva anual de centenas de milhares de unidades, porque estimamos que cada encomenda única do novo produto seja da dimensão do que vendemos hoje anualmente”, mostra Miguel Fonseca.
Com esta tecnologia, a EDIGMA espera, já em 2015, quadruplicar o volume de negócios atuais, altura em que prevê que este novo produto, o Skin Ultra, pese 75% no volume de negócios da empresa.
Até 2020, a empresa estima que a faturação ultrapasse os €100M.
O novo produto vai ser apresentado no dia 17 de outubro, no Sameiro, em Braga, pelas 17h30, e vai contar com a presença dos clientes nacionais e internacionais da empresa.














