PSA Peugeot Citroën: Resultados Financeiros do Grupo no 3º trimestre de 2014Plano «Back in the Race» prossegue a todo o vapor
Aumento de vendas no 3º trimestre
• Resultados financeiros da divisão Automóvel de 8 000 milhões de euros, graças aos sucessos dos lançamentos e de uma gama de produtos rejuvenescida, com uma média de 3,4 anos.
• Os resultados financeiros pro forma da divisão Automóvel, incluindo as vendas na China, em forte crescimento, é de 9 100 milhões de euros, evoluindo 2,7%.
• Todas as alavancas do plano «Back In the Race» estão em acção.
Por Jornal Rostos
No 3º trimestre de 2014, as vendas de veículos montados do Grupo PSA Peugeot Citroën cresceram 5,4% comparativamente ao mesmo período de 2013, para um volume de 643 598 unidades. Este crescimento é significativo na Europa (+7%) e muito forte na Ásia (+44,4%). Nas restantes regiões os volumes registaram um recúo, nomeadamente devido à forte retração dos mercados.
Na Europa, os mercados progrediram 5,8% no trimestre, mantendo-se as situações contrastantes, entre mercados de forte crescimento (Grã-Bretanha +7,6%, Espanha +16,9%, Itália +5,3% e Alemanha +4,5%), e o quase estável mercado francês (+0,5%). Neste contexto, as vendas do Grupo evoluiram 7% (+8,7% em França). A quota de mercado do Grupo no final de Setembro na Europa atingiu os 11,8% (-0,1 ponto) comparativamente ao mesmo período de 2013. O Groupo mantém-se fiel ao seu objectivo de melhoramento em termos de posicionamento de preços para as suas três marcas: Peugeot, Citroën e DS.
Na Ásia, as vendas do Grupo evoluíram de modo muito siginificativo (+44,4%), sustentadas pelos recentes lançamentos dos Peugeot 301, 2008 e 408 e Citroën C-Elysée e C4L, bem como pelo lançamento da marca DS com os modelos DS 5, DS 5 LS e DS 6. O crescimento em volume é largamente superior ao do mercado chinês (+8%). A quota de mercado de 4,4%2 regista uma sólida evolução de 0,7 pontos face ao período homólogo de 2013.
Na América Latina e na Eurásia, as vendas do Grupo registam recuos de 38,2% e 62,4%, respectivamente. Ambos os mercados registam retracções significativas (-10,4% e -23,8%). O Grupo continua a implementar os objectivos inerentes ao plano «Back in the Race» designadamente através da racionalização dos custos fixos e de ajustamentos de gama, visando o regresso ao equilíbrio até 2017.
Nas regiões do Médio Oriente/África e Índia/Pacífico, os recúos dos mercados-chave do Grupo geraram uma quebra nas vendas respectivamente de 11,3% e 10,5%. Estes mercados constituem oportunidades futuras para o Grupo.
No 3º trimestre de 2014, os resultados financeiros do Grupo alcançaram os 12 296 milhões de Euros, crescendo 1,6% comparativamente aos números obtidos no 3º trimestre de 2013. Os resultados financeiros da divisão Automóvel, sem considerar o contributo das joint-ventures chinesas, eleva-se a 7 971 milhões de Euros, diminuindo 0,8% face ao valor de 2013, com um resultado financeiro de veículos novos a recuar 1,3%. Os volumes e as variações de taxas de câmbio negativos, não foram senão parcialmente compensados por um mix de produto e um efeito de preço positivos. O resultado financeiro da divisão Automóvel pro forma1, incluindo a participação do Grupo nas joint-ventures chinesas, eleva-se a 9 085 milhões de Euros, fruto de uma muito forte progressão dos resultados financeiros na China.
O resultado financeiro da Faurecia no 3º trimestre foi de 4 386 milhões de Euros, evoluindo 6,5%.
O resultado financeiro do Banque PSA Finance no mesmo período foi de 438 milhões de Euros, diminuindo 2%.
No final de Setembro de 2014, os stocks eram de 393 000 unidades (incluindo a rede independente), um volume menor em 15 000 veículos comparativamente aos stocks em finais de Setembro de há um ano, confirmando a gestão rigorosa dos stocks da divisão Automóvel.
Neste 3º trimestre, todas as estruturas do plano «Back In the Race» estão perfeitamente implementadas, mantendo o objectivo da redução dos stocks e as acções de optimização das necessidades de fundos de maneio, a manutenção das CAPEX e P&D da divisão Automóvel de 7 para 8% em volume de negócios, a busca de diferenciação das marcas e a melhoria dos respectivos posicionamentos de preço.
O Grupo continua com a sua estratégia de um plano de produtos direcionados e internacionais, de crescimento rentável a nível internacional e o seu posicionamento em termos de tecnologias atractivas. A melhoria da competitividade, particularmente na Europa, continuou a fazer-se sentir, tal como o aumento das poupanças e a melhoria dos custos de produção. A parceria do Banque PSA Finance com o Santander está a evoluir e os procedimentos de aprovação pelas autoridades reguladoras estão em curso. Esta parceria contribuirá para a renovação da competitividade na Europa.
Por ocasião da publicação dos resultados financeiros para o 3º trimestre, Carlos Tavares afirmou: «Quero agradecer a todos os empregados do Grupo pelo empenho para com o nosso plano ‘Back in the Race’. Todos os suportes estão em marcha e os primeiros resultados são visíveis. Mas o caminho para a recuperação definitiva da PSA é ainda longo, pelo que devemos manter-nos focados e efectuar esforços conjuntos.»
Perspectivas
Em 2014, o Grupo espera um mercado automóvel na Europa com um crescimento na ordem dos 4 a 5%, um crescimento de cerca de 10% na China, um mercado em recúo de perto de 10% na América Latina, e em baixa de cerca de 15% na Rússia .
O Grupo tem como objectivo alcançar um free cash flow operacional solidamente positivo em termos de Grupo o mais tardar em 2016 e um free cash flow operacional acumulado de 2 000 milhões de Euros ao longo do período 2016-2018. Tem, também, como objectivo alcançar uma margem operacional de 2% em 2018 para a divisão Automóvel, com um alvo de 5% durante o período do próximo plano de médio prazo 2019-2023.














