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Vida

Banco de Portugal reconheceque empresas não ganham sequer para pagar juros

. Peso do Turismo, mais uma vez, ignorado na proposta do OE 2015. Ainda há hipótese de reverter esta situação.

Reiteradamente, o setor do Turismo, e em particular, a Restauração e a Hotelaria, assumem-se, clara e inequivocamente como “o” setor pilar da economia nacional.
A Restauração, segundo dados do INE, contribuiu, em 2013, com 74.664 das empresas, 211.199 postos de trabalho e mais de 6 mil milhões de euros de volume de negócios, respetivamente 87,6%, 77,4% e 52,8% do total do Turismo português.

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Por Jornal Rostos

O Banco de Portugal acaba de confirmar que o Turismo é, inquestionavelmente, o setor líder das exportações, ao representar 60% do total das exportações de serviços e 18% das exportações de bens e serviços.

No entanto, a insistência em não se tomarem medidas que criem um ambiente favorável à estabilidade e à competitividade das empresas, tem ditado o encerramento de milhares delas, com a consequente perda de postos de trabalho e de riqueza, enquanto outras vivem no limiar dos seus recursos.

É o insuspeito Banco de Portugal que afirma que “55% das empresas não conseguiram gerar negócio suficiente para pagar sequer os juros das dívidas que possuem. (…) Os juros representaram 62% do volume de negócios e representaram 303% do EBITDA das empresas.” Diz ainda, o Banco de Portugal que “metade das empresas de turismo teve um resultado operacional negativo. (…) No ano passado, um quarto dessas empresas trabalhou para pagar impostos, juros, e despesas de funcionamento e acabou o ano com uma rendibilidade de -27% dos capitais próprios. Representando os empréstimos bancários a maioria (55%) da dívida financeira das empresas. O Banco de Portugal é perentório ao afirmar que “O segmento da Restauração e do Alojamento é o que apresenta maior incumprimento (…) uma em cada três empresas do setor se encontra em incumprimento.”

A AHRESP pede ao Governo para que siga o recente (bom) exemplo que nos está a ser divulgado pela OMT – Organização Mundial de Turismo, e que informa que a Grécia ao assumir o seu apoio expresso ao setor do Turismo, com destaque para a baixa da taxa do IVA de 23% para 13%, na Restauração e Bebidas, já produziu efeitos positivos de liderança na economia grega, e no combate ao desemprego.

Esta necessidade tem sido também reconhecida ao nível regional e local, em Portugal, em que inúmeras Autarquias aprovaram propostas, por unanimidade, para a reposição do IVA nos serviços de alimentação e bebidas, num apoio declarado à Petição apresentada pela AHRESP, que vai a debate e votação no plenário da Assembleia da República, até ao próximo dia 30.

Não obstante, a AHRESP saúda as declarações do Primeiro-Ministro, proferidas nos Açores, em que pondera a hipótese de REPOR a taxa do IVA da Restauração, naquele arquipélago. Trata-se de um reconhecimento, e de uma justiça que, coerentemente, esperamos que se estenda a todo o território nacional, corrigindo-se o que está previsto na proposta de Orçamento de Estado para 2015.

Fonte - AHRESP

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