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Parque industrial VW Autoeuropa - PalmelaDespedimento coletivo na Webasto

"Esta empresa que tem vindo a rescindir contratos de trabalho ao longo dos dois últimos anos, fruto da redução de produção do modelo VW EOS, anunciou hoje oficialmente aos seus trabalhadores a abertura do processo de despedimento coletivo e o encerramento definitivo da empresa logo que termine a produção deste modelo" - refere um comunicado da Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque industrial VW Autoeuropa.

"O próximo ano advinha-se muito complicado para todo o parque industrial, Autoeuropa incluída, pois os produtos não estão mais novos e sobre novas produções nada se conhece" - é salientado.

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Parque industrial VW Autoeuropa - Palmela Despedimento coletivo na Webasto

Por Jornal Rostos

Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque industrial VW Autoeuropa

COMUNICADO

A Executiva da Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores reuniu hoje de emergencia, constataram que as preocupações sobre o nível de emprego já tínhamos denunciado se confirmam com o anuncio do despedimento coletivo na Webasto.

Esta empresa que tem vindo a rescindir contratos de trabalho ao longo dos dois últimos anos, fruto da redução de produção do modelo VW EOS, anunciou hoje oficialmente aos seus trabalhadores a abertura do processo de despedimento coletivo e o encerramento definitivo da empresa logo que termine a produção deste modelo.
A constante preocupação das Comissões de Trabalhadores em procurar soluções para que este tipo de acontecimentos não atinja maiores proporções, tem minimizado alguns problemas, mas continuamos a assistir a rescisões “amigáveis” por todo o parque industrial e supomos que também em sub-fornecedores, das empresas que aqui trabalham.

A inercia de certas administrações em concorrer a produtos do grupo VW e trazê-los para Portugal onde tem bons trabalhadores e equipamentos de ponta é no mínimo lamentável.
É também lamentável a politica de redução constante de preços a que os grupos do setor automóvel, nomeadamente a VW submetem os fornecedores, levando a uma canibalização entre estes, que no limite acaba depois em processos de encerramento, arrastando para o desemprego centenas de trabalhadores.

O próximo ano advinha-se muito complicado para todo o parque industrial, Autoeuropa incluída, pois os produtos não estão mais novos e sobre novas produções nada se conhece.
Não é a TSU nem o IRC que afastam os investidores de Portugal, mas sim a falta de formação académica e profissional dos atuais e futuros trabalhadores às novas técnicas de produção.
Nestes períodos a experiência mostra-nos que a melhor maneira de manter aqui os trabalhadores, seja na Volkswagen Autoeuropa ou nas empresas do Parque, é com o recurso a formação profissional, aumentando as competências técnicas e académicas destes Trabalhadores, mas não vemos disponibilidade de muitas empresas nem iniciativas do Governo para isso.

Na véspera do 41 ano de Abril, este é o país em que vivemos, esta é a situação a que sucessivos governos nos tem conduzido, secundarizando o trabalho em prol do capital.
Mas nós não desistimos, continuamos dispostos a contribuir com soluções e como Coordenadora reunir com todas as Direções das empresas aqui sediadas seja com o Governo para encontrar medidas que evitem mais despedimentos coletivos.

Palmela, 24 de Abril de 2012
A Coordenadora

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