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Associação do Comércio Distrito de Setúbal reúne com António CostaRestauração com o IVA a 23% está a levar à destruição

A Delegação do Seixal da ACISTDS – Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal recebeu, no dia 02 de Julho, a comitiva da Federação Distrital do Partido Socialista (PS), a qual se fez acompanhar pelo Secretário-geral e candidato do partido nas próximas eleições legislativas, António Costa, bem como por Mário Centeno, responsável pelo plano macroeconómico defendido pelos socialistas.

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Associação do Comércio Distrito de Setúbal reúne com António Costa Restauração com o IVA a 23% está a levar à destruição

Por Jornal Rostos

O Presidente da Direcção da ACISTDS, Francisco Carriço, fez garantir a representatividade da Instituição, a par do Presidente do Conselho Fiscal e Presidente da Delegação do Seixal, Isaú Maia. Estiveram igualmente presentes na sessão Rodrigo Pinto, Vice-Presidente e Tesoureiro da Direcção, Joaquim Milho, Secretário e Fernando Jorge Gouveia, dirigente da Delegação do Seixal.

O Presidente da Direcção centrou a sua intervenção na «pesada carga fiscal da qual são alvo as micro e pequenas empresas, em Portugal». Para além da «ditadura fiscal», conforme lhe apelida, o dirigente mencionou, também, «o caso da restauração, com o IVA a 23%, o que está a levar à destruição de um dos sectores mais fortes da economia». Francisco Carriço sublinhou, ainda, o fosso existente entre as micro e pequenas empresas e as grandes grupos, demonstrando-o, inclusive, através do facto de que «entre todas as empresas portuguesas cotadas em bolsa, somente uma tem sede e domicílio fiscal em Portugal, sendo que as restantes não pagam os seus impostos no país». «O maior número de falências de empresas foi registado em 2014», despoletado, também, pela «queda da banca», que ostenta «juros bastante elevados». O «difícil acesso ao crédito, a perda de poder de compra por parte dos consumidores, que se vêem subjugados ao flagelo do desemprego e a destruição da classe média», foram os principais indicadores apontados pelo Presidente da ACISTDS.

Francisco Carriço abordou ainda, embora de um modo superficial, o estado em que se encontra o quadro comunitário “Portugal 2020” e a respectiva atribuição das verbas contempladas referindo que, em 2014, não houve qualquer libertação das mesmas, prevendo-se que, no corrente ano, seja disponibilizado 5% do valor total a ser aplicado. O Presidente da Direcção da ACISTDS rematou com a ideia de que «é urgente a introdução de capital circulante» no país, que se encontra em «perigo iminente de ruptura».

Para além da ACISTDS, estiveram representadas outras instituições de âmbito distrital e nacional, como a AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, a ALIS – Associação Livre de Suinicultores, a APPPFN – Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais, a AAS – Associação dos Agricultores do Distrito de Setúbal, a APA – Associação Portuguesa de Aquacultores, a ArtesanalPesca – Organização de Produtores de Pesca, C.R.L., a AECOPS – Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços, o Turismo do Alentejo e a IDSET – Associação Portuguesa para a Inovação e Desenvolvimento.

Os representantes das diversas entidades enunciaram aqueles que consideram ser os principais problemas dos respectivos sectores de actividade. Após ter ouvido todos os intervenientes, o Secretário-geral do PS usou da palavra, deixando transparecer algumas das medidas propostas pelo partido para a próxima legislatura, com vista a minimizar ou mesmo a solucionar alguns dos pontos mencionados pelos dirigentes dos diversos organismos.

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