Setúbal - Acção Reivindicativa nas empresa e locais de trabalho garante direitos«Quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre»” afirma USS

Por Jornal Rostos
Direitos são para cumprir!
Acção Reivindicativa nas empresa e locais de trabalho garante direitos
A acção reivindicativa no local de trabalho, no periodo pós Férias entre Outubro/Dezembro trouxe a melhoria de condições de vida a muitos milhares de trabalhadores do distrito, do sector privado e público, em resultado da luta e da acção reivindicativa desenvolvida nos seguintes locais de trabalho:
Autarquias Locais – Em consequência da reivindicação e da luta que durou mais de 800 dias em torno da publicação dos Acordos Colectivos de Entidade Empregadora Pública, os trabalhadores das Autarquias Locais viram publicados os seguintes acordos:
Associação dos Municipios da Região de Setúbal.
Camaras Municipais: Alcácer do Sal, Barreiro, Grandola, Moita, Palmela, Seixal, Sesimbra e Sines.
Juntas de Freguesia: Comporta, São martinho, Torrão, Azinheira de Barros e São mamede do Sádão, Carvalhal, Melides, Cercal do Alentejo, Amora, Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, Sado, São Sebastião, Porto Covo e Sines.
União de Freguesias: Alcacér do Sal, Caparica e Trafaria, Grândola e Santa Margarida da Serra, Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia e Setúbal.
Os presentes acordos colectivos de entidade empregadora pública, regulam e estabelecem a jornada de trabalho de 35 Horas semanais/ 7 dias, sem adaptabilidade e bancos de horas, bem como outras matérias relacionadas com trabalho extraordinário, horários fixos, por turnos e segurança e saúde no trabalho.
Mais acordos aguardam entretanto publicação.
Acciona (trabalhadores colocados ATF-Portucel) – Da acção reivindicativa realizada, os trabalhadores viram aumentados os seus salários e integrado na sua folha salarial, os prémios de assiduidade e chefia representado um aumento no salário base de cerca de 59,17€, para todos e de 97,65€ para quem desempenha cargo de chefia, para além de um aumento para todos em 0,42€ por dia no subsidio de refeição.
Arboser (grupo Portucel) – Em virtude da acção reivindictiva na empresa Arboser, 20 trabalhadores que estavam contratados à empresa de trabalho temporário Woodlogs, passaram a fazer parte dos quadros de pessoal da Arboser,traduzindo-se a mesma passagem em ganhos na estabilidade do emprego e na aplicação de direitos.
Headbox (grupo Portucel) - Em virtude da acção reivindictiva na empresa Headbox, 31 trabalhadores que estavam contratados às empresas de trabalho temporário Acciona e Randstad, passaram a fazer parte dos quadros de pessoal da Headbox,traduzindo-se a mesma passagem em ganhos na estabilidade do emprego e na aplicação de direitos.
ACServices (Refinaria de Sines) – Em resultado da acção reivindicativa e da luta dos trabalhadores do consórcio de manutenção liderado pela EFATM 11 trabalhadores que estavam a “ganhar à hora”, vão passar para os quadros da empresa com contrato a prazo, a partir de 1 de Janeiro de 2016.
Faurecia (Parque Autoeuropa) – Trabalhadora precária ilegalmente despedida, recorreu a tribunal e ganhou o processo de reintegração, optou posteriormente por receber indeminização de 8,500€, esteve na empresa durante 8 meses.
Consórcio Manutenção Sines (EFATM, CMN e ACServices) – Em resultado da acção reivindicativa e a luta dos trabalhadores deste consórcio, viram satisfeitas as suas reivindicações nomeadamente um cartão de saúde para todos os trabalhadores, aumento da hora aquilação para 1,5€, e subsidio de deslocação em prevenção equivalente a 10€ ou em 20€ para distâncias mais longas.
Enfermeiros (Hospitais - EPE) – Em consequência das reivindicações e da luta realizada, foi posto fim à discriminação salarial dos trabalhadores com contrato individual de trabalho, representando em alguns casos um aumento de 200€, também fruto da reivindicação e da luta, foi iniciada a abertura de concursos pela ARSLVT, para a contratação de mais enfermeiros.
Função Pública (Educação) – Em consequência da reivindicação e da luta realizada nas escolas pelos não docentes, forma contratados para o distrito várias centenas de assistentes operacionais, luta que terá de ter a sua continuidade pois o vínculo deve ser efectivo e não só por um ano.
A União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN, saúda os trabalhadores que através da sua persistência, da sua acção e luta nos locais de trabalho com o apoio dos seus Sindicatos de classe, nomeadamente SITE-Sul, STAL, SEP e Função Pública, viram desta forma satisfeitas as suas reivindicações, sendo eles a prova viva que vale a pena lutar, pois “quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre”, estar sindicalizado é sem dúvida estar mais seguro.
A Luta Continua! Por salários e direitos.
A C. E. União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN














