Organizações de Trabalhadores e SindicatosExigem na SN Seixal uma fiscalização e intervenção da ACT
"É nosso entendimento que a presente situação deve ser fiscalizada pela Segurança Social e a empresa punida", afirmam

Por Jornal Rostos
A Siderurgia Nacional/Seixal, está a lesar a Segurança Social e por esta via todos os trabalhadores Portugueses, queremos com isto dizer que a Siderurgia Nacional/Seixal, ao pressionar os trabalhadores para rescindirem os seus contratos de trabalho, entenda-se trabalhadores com mais antiguidade está ao mesmo tempo a contratar trabalhadores com vínculos precários, salários mais baixos e impondo horários de trabalho praticáveis no sec.XIX.
Nas últimas semanas temos registo de entrada de 13 novos trabalhadores, em condições de vínculo precário, 2 contratados pela SN/Seixal, 9 pela SN à Talenter (Trabalho temporário) e 2 pela Ecometais, tendo ido ocupar 13 postos de trabalho de trabalhadores que eram efectivos e rescindiram por mútuo acordo.
Conclusão entra menos dinheiro para a segurança social, aumenta-se o nr. de desempregados e aumenta-se os vínculos precários, finalidade intensificar a exploração apostar em baixos salários, e ganhar condições para dia após dia pressionar cada vez mais os trabalhadores, sendo esta uma nova área de negocio da SN/Seixal, lucro fácil à custa de quem vende a força do seu trabalho.
É nosso entendimento que a presente situação deve ser fiscalizada pela Segurança Social e a empresa punida.
Horários altamente penalizadores
Toda a actual situação foi criada pela actual administração quando pretende impor horários de trabalho de 12 horas, sim 12 horas ao fim de semana, e pressionou os trabalhadores individualmente a aceitarem os referidos horários, ao encontrar resistência por parte dos trabalhadores a administração recorreu ao velho e estafado truque da rescisão por mútuo acordo, chamando inclusive as bengalas ditas sindicais suas amigas, para que fosse assinado de cruz a presente regulamentação de horário.
Este horário que está em vigor há cerca de dois meses, não só, não serve os trabalhadores como os prejudica nas folgas, sobrecarregando-os com horários que são mais prolongados aos fins-de-semana, prejudicando desta forma a conciliação da sua vida profissional com a familiar, isto para além de entradas fora de horas muito pouco comuns do estilo 3 ou 4h. da manhã.
Outro aspecto que gostaríamos de realçar é o facto destes ditos horários porem em causa também a Segurança dos trabalhadores, aumentando a sua exposição ao risco, contribuindo para o seu cansaço físico diário, nomeadamente nos horários para lá das 8h. aumentando exponencialmente, o risco as lesões musculares doenças profissionais (crónicas) e o risco para a integridade física dos trabalhadores de turnos, isto para além de outras doenças que de momento não podem ser avaliadas.
Para manter o clima intimidatório a Administração, levanta processos disciplinares aos seus trabalhadores, sem razões para tal, e nos últimos dois anos a presente Administração pagou em processos perdidos no tribunal, mais de 100 Mil €, devido a despedimentos ilegais e contratos de trabalho com justificação nula.
Desta forma os ORT, exigem:
- Uma fiscalização e intervenção da ACT, mais actuante, tendo em vista a passagem dos trabalhadores precários para o quadro efectivo da empresa (uma vez que a SN/Seixal, já por diversas vezes foi condenada em tribunal pela fundamentação dos contratos de trabalho ser nula), que exerça as suas funções inspectivas, para o efectivo cumprimento da lei na alteração dos horários de trabalho e em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho.
À administração da empresa:
- Dê inicio a reuniões com os órgãos das estruturas representativas e com o sindicato (SITE-Sul) de modo a que os horários a serem implementados respeitem as folgas, as 8h. diárias e quarenta semanais, horários estes divididos por cinco dias de semana.
As ORT, o SITE-Sul e a União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN
Fonte - União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN














