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Aumento da quota maioritária absoluta do Porto de Sinesno segmento dos Contentores, que representa 61,5% do total.

. Viana do Castelo, Figueira da Foz e Setúbal são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”

Sines e Setúbal foram os únicos portos, independentemente da tipologia da carga movimentada, a registar um desempenho positivo. Dos comportamentos negativos, Figueira da Foz merece particular destaque, ao registar uma variação negativa de -25,5%, que traduz a significativa irregularidade mensal que o caracteriza.

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Aumento da quota maioritária absoluta do Porto de Sines no segmento dos Contentores, que representa 61,5% do total.

Por Jornal Rostos

Os portos do Continente movimentaram 8,25 milhões de toneladas de carga no primeiro mês do ano, mais 550 mil toneladas face ao mês homólogo de 2018. O mês de janeiro de 2019 fica também marcado pelo aumento da quota maioritária absoluta do Porto de Sines no segmento dos Contentores, que representa 61,5% do total.

O primeiro mês do ano de 2019 registou um movimento de 8,25 milhões de toneladas nos portos do Continente. Este movimento foi superior em 7,1% ao homólogo de 2018, correspondendo a cerca de +550 mil toneladas. Este comportamento explica-se essencialmente pelo desempenho dos portos de Sines e Setúbal, onde se verificaram acréscimos de +19,7% e de +3,5%, respetivamente. A Carga Contentorizada e o Carvão, em como ainda a Carga Fracionada, os Outros Granéis Líquidos e os Produtos Petrolíferos foram também responsáveis por aqueles indicadores.
Sines e Setúbal foram os únicos portos, independentemente da tipologia da carga movimentada, a registar um desempenho positivo. Dos comportamentos negativos, Figueira da Foz merece particular destaque, ao registar uma variação negativa de -25,5%, que traduz a significativa irregularidade mensal que o caracteriza.
O desempenho global dos portos reflete mercados de carga com comportamentos distintos. No lado dos positivos, encontra-se a da Carga Contentorizada, Carvão e Produtos Petrolíferos de Sines, com variações respetivas de +20,4%, +77,8% e +21%, a Carga Contentorizada em Leixões, que cresce +20,3%, a Carga Fracionada de Aveiro, que regista um acréscimo de +84,2%, e os Produtos Agrícolas de Lisboa cujo volume aumenta +21,6%. Em termos totais estas variações representam um milhão de toneladas. Do lado das variações negativas destacam-se o Petróleo Bruto em Leixões e Sines, -31,7% e -7,9%, respetivamente, a Carga Contentorizada em Lisboa que diminui -17,9%, e os Produtos Petrolíferos em Leixões e Lisboa, que registam quebras de -17,6% e -34,7%.
No segmento dos Contentores, constata-se que o sistema portuário do Continente movimentou em janeiro de 2019 o volume de 261 055 TEU, uma variação homóloga de +15,4% face a 2018. Este comportamento é suportado no crescimento de Leixões e de Sines, com +21,5% e +21,9%, que, juntamente com Setúbal e Figueira da Foz, conseguiram anular a variação negativa de Lisboa (-13,3%).
Ainda neste segmento, sublinha-se que o porto de Sines reforça a liderança com uma quota de 61,5%, superior em +3,3 pp ao valor homólogo de 2018, mas inferior em -0,8 pp ao seu máximo histórico de 2017.
Relativamente ao porto de Sines, importa sublinhar o peso do transhipment, que ascendeu a 74,6% do tráfego do próprio porto e representa 45,8% do total do sistema portuário do Continente, tendo crescido +15,8% comparativamente ao mês homólogo de 2018.
Nos portos comerciais, registou-se um total de 835 escalas (-3,5% face a janeiro de 2018) de navios de diversas tipologias no primeiro mês do ano de 2019, a que correspondeu um volume global de arqueação bruta (GT) superior a 16,7 milhões (+9,7%), alavancado no comportamento de Sines que registou um aumento de +16% (com +1,6% no número de escalas), atingindo o volume mais elevado de sempre, de cerca de 8,5 milhões.
Em termos de fluxos de carga, a variação global observada no movimento portuário em janeiro de 2019 foi positiva em ambos, sendo mais expressiva nos desembarques do que nos embarques, refletindo acréscimos respetivos de +8,6% e de +4,7%, correspondentes a +140,3 e a +408,2 mil toneladas (mt).
O comportamento do fluxo de embarque, que inclui a carga de exportação, é caracterizado mais significativa e positivamente pela Carga Contentorizada em Sines e Leixões, que traduzem variações homólogas de +24,6% (+218,3 mt) e +35,7% (+75,3 mt) face a 2018, e da Carga Fracionada de Aveiro, Leixões e Setúbal que refletem aumentos homólogos de +177,4%, +45% e +33,1% (que vêm contrariar a tendência global negativa observada ultimamente para esta tipologia de carga).
As variações negativas são protagonizadas essencialmente pelo mercado de Produtos Petrolíferos em Sines com -71,3 mt, representando uma quebra homóloga de -13,7%.
Os mercados que mais se destacam nas operações de desembarque, são, em termos positivos, os Produtos Petrolíferos, Carvão e Carga Contentorizada de Sines, que, face a 2018, registaram variações homólogas de +67,4% (+262,4 mt), +80,4% (+244,3 mt) e +15,4% (+113,7 mt), que representam 67,1% do total de ganhos registados, seguidos dos Produtos Agrícolas em Lisboa, que crescem +21,4% (correspondente a +60,6 mt). Das variações negativas mais expressivas salienta-se o mercado de Petróleo Bruto em Leixões, que diminui -31,7% (correspondente a -161,5 mt), seguido do Petróleo Bruto de Sines, que diminui -13,5% (-69,8 mt), e ainda dos Produtos Petrolíferos de Lisboa e Aveiro, com quebras respetivas de -40,9% (-49,5 mt) e -37,9% (-38 mt).

Viana do Castelo, Figueira da Foz e Setúbal são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 89,4%, 67,1% e 50,2%, respetivamente. O porto de Faro, que tradicionalmente integra esta lista, não registou atividade de movimentação de carga em janeiro de 2019.
Acresce sublinhar que, no seu conjunto, estes portos detêm uma quota de carga embarcada que se situa na casa dos 12,6%, representando 8,6% do total da carga movimentada.

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