EDP antecipa fecho das centrais a carvão na Península Ibérica

Por Jornal Rostos
No caso da Central de Sines, foi entregue à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) esta terça-feira, 14 de julho, uma declaração de renúncia à licença de produção para que possa encerrar a sua atividade em janeiro de 2021. A decisão – enquadrada na estratégia de descarbonização do grupo EDP – foi tomada num contexto em que a produção de energia depende cada vez mais de fontes renováveis. Além disso, com o crescente aumento dos custos da produção a carvão, aliado a um agravamento da carga fiscal, e com a maior competitividade do gás natural, as perspetivas de viabilidade das centrais a carvão diminuíram drasticamente.
A EDP está agora a avaliar o desenvolvimento de um projeto de produção de hidrogénio verde em Sines, em consórcio com outras empresas. “A decisão de antecipar o encerramento de centrais a carvão na Península Ibérica é assim uma consequência natural do processo de transição energética, estando alinhada com as metas europeias de neutralidade carbónica e com a vontade política de antecipar esses prazos”, explica Miguel Stilwell d’Andrade, presidente executivo interino da EDP.














