CONSELHO NACIONAL TSDMarca Congresso para Março 2004
Os TSD consideram que o Orçamento de Estado para 2004 é um instrumento muito importante para dinamizar a economia e gerar confiança nos investidores e nos cidadãos, dois elementos essenciais para que Portugal possa vencer as dificuldades que persistem.

Por Jornal Rostos
Na opinião dos Trabalhadores Sociais Democratas “o rigor na despesa pública, consagrado no Orçamento já aprovado na generalidade, é uma necessidade. E o melhor contributo que a política orçamental pode dar para o crescimento da riqueza em Portugal é garantir o o controlo das finanças públicas.”
Mais justiça social
No entanto, os TSD entendem que “sendo a recuperação económica a prioridade mais imediata, o objectivo superior tem de ser o de mais justiça social. A política orçamental só faz sentido se for instrumental - o importante são as pessoas!”
Neste contexto sublinham que – “a primeira resposta a dar tem de ser para aqueles que mais precisam, porque só assim faz sentido a governação - trabalhar para os mais desfavorecidos e desprotegidos da sociedade”.
Neste contexto,os TSD saúdam “o compromisso político deste Governo de fazer a convergência das pensões sociais mais baixas com o salário mínimo nacional, até 2006, que já tinha começado com os dois aumentos ocorridos ao longo deste ano e que irá prosseguir, em 2004, com um aumento de mais 6%. Tal valor, bastante acima da inflação, irá garantir a cerca de 1 milhão de portugueses pensões de maior dignidade social. Este é o maior aumento desde 1995 no que se refere às pensões mínimas do regime geral.”
Referem os TSD’s que – “no passado recente os portugueses foram iludidos por quem governava, que via na despesa sem critério ou nas políticas de facilidades a base de uma política social. Tais políticas conduziram-nos a uma situação muito grave do ponto de vista orçamental e económico, cujas consequências ainda as estamos a sofrer.
Consequência da recessão que nos afectou, o desemprego atinge hoje uma dimensão grave, pelo que nos preocupa a situação dos que perderam o seu emprego e a angústia dos que receiam pelo seu posto de trabalho.
Sabemos que é difícil promover o emprego sustentável e a criação de novos postos de trabalho e que só com políticas correctas é que se fomenta o investimento, se criam novas empresas e se geram novas oportunidades de emprego”.
Ano de viragem
Na opinião dos TSD’s – “o ano de 2004 será o ano da viragem e da expansão, mas temos igualmente presente que há uma diferença temporal significativa entre a retoma económica e a baixa efectiva e sustentada da taxa de desemprego.
Por isso, os TSD entendem que o Governo deve desenvolver programas concretos para enfrentar situações de crescimento do desemprego e que nenhum português desempregado, que queira trabalhar, fique sem protecção social.”
Os TSD’s defendem – “Uma política de rigor macro-económico sim, mas sem descurar políticas de justiça social. A boa governação é a que mantém as finanças sãs, a economia em progresso, mas tem de ser, sempre, acompanhada pela indispensável sensibilidade social”.
A finalizar referem que – “acreditam no valor dos Portugueses e de Portugal, sobretudo dos seus trabalhadores que estão a levantar o País de um ciclo económico negativo essencialmente causado pelas políticas irrealistas da governação anterior.#
A finalizar os TSD reafirmam “o seu claro apoio à Reforma da Administração Pública, quer quanto aos seus objectivos quer quanto ao processo de participação que vem sendo adoptado, mas interrogam-se e estranham a lentidão e indefinição que acontece com a negociação em sede de concertação social do Contrato Social para a Competitividade e Emprego”.














