APECOPSAA defesa organizada dos pequenos e médios empresários

Por Catarina Simão
Esta associação, ainda relativamente jovem, tem por objectivos, inseridos nos seus estatutos, assegurar e prevenir os interesses dos seus associados, prestar-lhes assistência jurídica e técnica, assegurar apoio e informação relativamente aos problemas concretos decorrentes do exercício da sua actividade, desenvolver e fomentar relações com outras associações, com autoridades locais e regionais, representando os seus membros na defesa dos seus interesses. A associação tem, ainda, poucos associados, situação que, para Manuel Gamito, membro da direcção actual da APECOPSA, se justifica pelo facto de este ser um segmento ainda muito individualista, e que ainda não está sensibilizado para a organização na luta pelos seus interesses e direitos. “Estes pequenos e médios empresários ainda não se encontram representados por grandes associações, como os grandes empresários do sector”.
Mercado em dificuldade
O mercado da construção civil, encontra-se, segundo Manuel Gamito, em quebra elevada, sendo que, estes empresários se debatem actualmente com grandes dificuldades, também a nível concorrencial: “existem muitas empresas e pessoas a trabalhar sem estarem documentadas, e que concorrem com preços impossíveis de acompanhar”. Manuel Gamito vê com alguma apreensão o futuro deste sector, principalmente para os pequenos e médios empresários. A falta de formação de quadros técnicos especializados, a falta de formação dos próprios empresários relativamente à gestão das suas empresas e a instabilidade económica do país são alguns dos factores apontados por Manuel Gamito para as dificuldades vividas por este segmento.
Feira dos Negócios
“Os pequenos e médios empresários não se sentem mobilizados para este tipo de iniciativas”, adianta Manuel Gamito relativamente à importância da Feira dos Negócios Construção Civil e Imobiliário na dinamização do sector. Para este membro da direcção da APECOPSA, esta iniciativa “poderia ser ainda mais útil, se, para além da exposição houvessem outros atractivos”, apontando como exemplo a já extinta BARRIND.
De qualquer modo, o balanço desta primeira iniciativa é positivo, pelo que todas as criticas são, como o próprio nome indica, construtivas.














