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Vida

SPGM em Seminário Europeu

Presidente da SPGM em seminário europeu que decorre no Porto
SISTEMA NACIONAL DE GARANTIA MÚTUA COM PRESENÇA COMERCIAL DESCENTRALIZADA
4 min de leitura

Por Jornal Rostos

Daqui a um ano, a rede de comercialização da garantia mútua abrangerá todo o país e integrará “12 pontos diferentes”, anunciou esta manhã o presidente das três sociedades habilitadas a prestar as garantias financeiras de que as pequenas, médias e microempresas necessitam para efeitos de obtenção de crédito em condições de preço e prazo adequadas aos seus investimentos e ciclos de actividade.
José António de Barros, que preside também à SPGM – Sociedade de Investimento, SA, holding do sistema de garantia mútua português, falava na abertura do seminário anual da Associação Europeia de Caucionamento Mútuo (AECM), que está a decorrer, até final da tarde, no Porto. Ainda este ano, adiantou, entra em funcionamento a quarta sociedade de garantia mútua portuguesa, a Agrogarante, especialmente vocacionada para os sectores agrícola e florestal. Paralelamente, será posta em prática uma estratégia de “presença descentralizada” junto dos agentes económicos por parte das actuais SGM’s - a Norgarante, com sede no Porto, a Lisgarante, que actua a partir de Lisboa, e a Garval, sedeada em Santarém. O objectivo, esclareceu, é abrir delegações destas sociedades financeiras nas capitais de distrito de maior implantação de PME’s, como é o caso de Braga, Castelo Branco, Portalegre, Faro e Funchal.
Concretizada tal estratégia, o sistema português de garantia mútua funcionará com um front office focado unicamente na função comercial, um middle office vocacionado para o estudo de projectos, análise de risco e apoio directo à empresa mutualista e um back office, radicado na SPGM, que assegurará, em regime de outsourcing, toda uma série de tarefas inerentes ao bom funcionamento do sistema.
Só que, esta expansão implica que o sistema nacional de garantia mútua seja “adequadamente capitalizado”, alertou José António de Barros, lançando abertamente o repto aos accionistas de referência da SPGM: IAPMEI e os grupos financeiros liderados pels bancos BPI, BES, BCP e Totta. Nessa linha, apontou como “muito positivo” o interesse recentemente manifestado tanto pelo grupo Caixa Geral de Depósitos como pela Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo quanto a uma participação no capital das três SGM’s existentes.
A sessão de abertura do seminário, em que mais de duas centenas de técnicos financeiros, gestores e empresários, oriundos de 17 países europeus, estão a debater “A transferência da propriedade de PME’s e o seu financiamento”, redundou numa evocação dos 10 anos de vida da SPGM, empresa criada em 1994, ao abrigo do PEDIP II, pelo IAPMEI e pelos principais grupos bancários nacionais, para desenhar e construir o sistema português de garantia mútua. Os resultados atingidos e o trabalho desenvolvido em Portugal nesta âmbito foi, aliás, apontado como “exemplar” pelo presidente da AECM, o italiano Italo Calegari, que, a propósito, presenteou José António de Barros e a SPGM com uma salva alusiva à efeméride.
Entretanto, ao longo do dia, têm-se sucedido as intervenções sobre a temática central do evento, com depoimentos que ilustram a situação vivida actualmente em Portugal e em países como Espanha, Turquia, Hungria, França, Bélgica, Finlândia, Áustria, Itália e Alemanha quanto à transferência de propriedade de PME’s. Trata-se de um assunto com uma grande actualidade na Europa, onde, segundo estudos recentes da União Europeia, cerca de um terço das empresas vai mudar de mãos durante a próxima década.
Os participantes no seminário, a maior parte estrangeiros, estão a analisar a questão, primordialmente, na óptica financeira. Os objectivos principais são, segundo os organizadores, contribuir para que o sistema financeiro passe a “disponibilizar fundos adequados a um processo de transferência de propriedade de PME’s” e encontrar formas de utilização “do mecanismo da garantia como apoio” a transacções que ocorrem nesse quadro de mudança.
A AECM reúne actualmente 29 organizações ligadas à garantia mútua, de 17 países, estando os seus membros envolvidos em projectos de financiamento a cerca de 2,5 milhões de PME’s europeias.
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