SPGM em Seminário Europeu
Presidente da SPGM em seminário europeu que decorre no Porto
SISTEMA NACIONAL DE GARANTIA MÚTUA COM PRESENÇA COMERCIAL DESCENTRALIZADA
SISTEMA NACIONAL DE GARANTIA MÚTUA COM PRESENÇA COMERCIAL DESCENTRALIZADA
Por Jornal Rostos
Daqui a um ano, a rede de comercialização da garantia mútua abrangerá todo o país e integrará “12 pontos diferentes”, anunciou esta manhã o presidente das três sociedades habilitadas a prestar as garantias financeiras de que as pequenas, médias e microempresas necessitam para efeitos de obtenção de crédito em condições de preço e prazo adequadas aos seus investimentos e ciclos de actividade.
José António de Barros, que preside também à SPGM – Sociedade de Investimento, SA, holding do sistema de garantia mútua português, falava na abertura do seminário anual da Associação Europeia de Caucionamento Mútuo (AECM), que está a decorrer, até final da tarde, no Porto. Ainda este ano, adiantou, entra em funcionamento a quarta sociedade de garantia mútua portuguesa, a Agrogarante, especialmente vocacionada para os sectores agrícola e florestal. Paralelamente, será posta em prática uma estratégia de “presença descentralizada” junto dos agentes económicos por parte das actuais SGM’s - a Norgarante, com sede no Porto, a Lisgarante, que actua a partir de Lisboa, e a Garval, sedeada em Santarém. O objectivo, esclareceu, é abrir delegações destas sociedades financeiras nas capitais de distrito de maior implantação de PME’s, como é o caso de Braga, Castelo Branco, Portalegre, Faro e Funchal.
Concretizada tal estratégia, o sistema português de garantia mútua funcionará com um front office focado unicamente na função comercial, um middle office vocacionado para o estudo de projectos, análise de risco e apoio directo à empresa mutualista e um back office, radicado na SPGM, que assegurará, em regime de outsourcing, toda uma série de tarefas inerentes ao bom funcionamento do sistema.
Só que, esta expansão implica que o sistema nacional de garantia mútua seja “adequadamente capitalizado”, alertou José António de Barros, lançando abertamente o repto aos accionistas de referência da SPGM: IAPMEI e os grupos financeiros liderados pels bancos BPI, BES, BCP e Totta. Nessa linha, apontou como “muito positivo” o interesse recentemente manifestado tanto pelo grupo Caixa Geral de Depósitos como pela Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo quanto a uma participação no capital das três SGM’s existentes.
A sessão de abertura do seminário, em que mais de duas centenas de técnicos financeiros, gestores e empresários, oriundos de 17 países europeus, estão a debater “A transferência da propriedade de PME’s e o seu financiamento”, redundou numa evocação dos 10 anos de vida da SPGM, empresa criada em 1994, ao abrigo do PEDIP II, pelo IAPMEI e pelos principais grupos bancários nacionais, para desenhar e construir o sistema português de garantia mútua. Os resultados atingidos e o trabalho desenvolvido em Portugal nesta âmbito foi, aliás, apontado como “exemplar” pelo presidente da AECM, o italiano Italo Calegari, que, a propósito, presenteou José António de Barros e a SPGM com uma salva alusiva à efeméride.
Entretanto, ao longo do dia, têm-se sucedido as intervenções sobre a temática central do evento, com depoimentos que ilustram a situação vivida actualmente em Portugal e em países como Espanha, Turquia, Hungria, França, Bélgica, Finlândia, Áustria, Itália e Alemanha quanto à transferência de propriedade de PME’s. Trata-se de um assunto com uma grande actualidade na Europa, onde, segundo estudos recentes da União Europeia, cerca de um terço das empresas vai mudar de mãos durante a próxima década.
Os participantes no seminário, a maior parte estrangeiros, estão a analisar a questão, primordialmente, na óptica financeira. Os objectivos principais são, segundo os organizadores, contribuir para que o sistema financeiro passe a “disponibilizar fundos adequados a um processo de transferência de propriedade de PME’s” e encontrar formas de utilização “do mecanismo da garantia como apoio” a transacções que ocorrem nesse quadro de mudança.
A AECM reúne actualmente 29 organizações ligadas à garantia mútua, de 17 países, estando os seus membros envolvidos em projectos de financiamento a cerca de 2,5 milhões de PME’s europeias.
José António de Barros, que preside também à SPGM – Sociedade de Investimento, SA, holding do sistema de garantia mútua português, falava na abertura do seminário anual da Associação Europeia de Caucionamento Mútuo (AECM), que está a decorrer, até final da tarde, no Porto. Ainda este ano, adiantou, entra em funcionamento a quarta sociedade de garantia mútua portuguesa, a Agrogarante, especialmente vocacionada para os sectores agrícola e florestal. Paralelamente, será posta em prática uma estratégia de “presença descentralizada” junto dos agentes económicos por parte das actuais SGM’s - a Norgarante, com sede no Porto, a Lisgarante, que actua a partir de Lisboa, e a Garval, sedeada em Santarém. O objectivo, esclareceu, é abrir delegações destas sociedades financeiras nas capitais de distrito de maior implantação de PME’s, como é o caso de Braga, Castelo Branco, Portalegre, Faro e Funchal.
Concretizada tal estratégia, o sistema português de garantia mútua funcionará com um front office focado unicamente na função comercial, um middle office vocacionado para o estudo de projectos, análise de risco e apoio directo à empresa mutualista e um back office, radicado na SPGM, que assegurará, em regime de outsourcing, toda uma série de tarefas inerentes ao bom funcionamento do sistema.
Só que, esta expansão implica que o sistema nacional de garantia mútua seja “adequadamente capitalizado”, alertou José António de Barros, lançando abertamente o repto aos accionistas de referência da SPGM: IAPMEI e os grupos financeiros liderados pels bancos BPI, BES, BCP e Totta. Nessa linha, apontou como “muito positivo” o interesse recentemente manifestado tanto pelo grupo Caixa Geral de Depósitos como pela Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo quanto a uma participação no capital das três SGM’s existentes.
A sessão de abertura do seminário, em que mais de duas centenas de técnicos financeiros, gestores e empresários, oriundos de 17 países europeus, estão a debater “A transferência da propriedade de PME’s e o seu financiamento”, redundou numa evocação dos 10 anos de vida da SPGM, empresa criada em 1994, ao abrigo do PEDIP II, pelo IAPMEI e pelos principais grupos bancários nacionais, para desenhar e construir o sistema português de garantia mútua. Os resultados atingidos e o trabalho desenvolvido em Portugal nesta âmbito foi, aliás, apontado como “exemplar” pelo presidente da AECM, o italiano Italo Calegari, que, a propósito, presenteou José António de Barros e a SPGM com uma salva alusiva à efeméride.
Entretanto, ao longo do dia, têm-se sucedido as intervenções sobre a temática central do evento, com depoimentos que ilustram a situação vivida actualmente em Portugal e em países como Espanha, Turquia, Hungria, França, Bélgica, Finlândia, Áustria, Itália e Alemanha quanto à transferência de propriedade de PME’s. Trata-se de um assunto com uma grande actualidade na Europa, onde, segundo estudos recentes da União Europeia, cerca de um terço das empresas vai mudar de mãos durante a próxima década.
Os participantes no seminário, a maior parte estrangeiros, estão a analisar a questão, primordialmente, na óptica financeira. Os objectivos principais são, segundo os organizadores, contribuir para que o sistema financeiro passe a “disponibilizar fundos adequados a um processo de transferência de propriedade de PME’s” e encontrar formas de utilização “do mecanismo da garantia como apoio” a transacções que ocorrem nesse quadro de mudança.
A AECM reúne actualmente 29 organizações ligadas à garantia mútua, de 17 países, estando os seus membros envolvidos em projectos de financiamento a cerca de 2,5 milhões de PME’s europeias.














