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Vida

Trabalhadores da EMEF reúnem com edil e manifestam-se nas ruas do Barreiro

Os trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, SA (EMEF) reuniram hoje com o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Emídio Xavier, para debater o possível encerramento das suas oficinas no Barreiro. Depois desta reunião, os muitos trabalhadores da empresa subsidiária da CP dirigiram-se em manifestação para o Centro de Emprego. Com 150 anos de actividade no Barreiro e empregando cerca de 300 trabalhadores, a EMEF corre agora o risco de encerramento ou redução significativa da sua actividade.
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Trabalhadores da EMEF reúnem com edil e manifestam-se nas ruas do Barreiro

Por Catarina Simão

A electrificação da linha do Sul, passando os comboios para o Algarve a saírem de Lisboa e os trabalhadores sem formação técnica para trabalhar com outro material sem ser o diesel são os motivos que a empresa alega para a falta de trabalho destas oficinas que empregam cerca de 300 trabalhadores no Barreiro. José Manuel Oliveira, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, após reunião com o edil, referiu que esta não veio acrescentar nada de novo. Para estes trabalhadores é também, do interesse local a continuidade de trabalho das oficinas, já que estas constituem um “grande empregador na cidade do Barreiro”. Emídio Xavier havia reunido com o Director do Concelho de Gerência da CP que garantiu a continuidade de funcionamento das oficinas. O que os trabalhadores questionam é com quantos funcionários iram funcionar as oficinas: dos 300 actuais “não queremos passar para 25 a assegurar o trabalho”.
No final da reunião, Emídio Xavier prometeu continuar a intervir, ainda que a decisão tenha que passar pela administração central. Por seu lado, os trabalhadores da EMEF prometem “continuar a lutar” continuando “com a solidariedade e apoio dos barreirenses que amam a sua terra”.
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