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Vida

HIDROGÉNIO ‘ALIMENTA’ EXPEDIÇÃO A MARROCOS

GPS e telecomunicações da expedição testam equipamentos

A Sociedade Portuguesa do Ar Líquido (SPAL), filial do grupo francês Air Liquide, vai testar a utilização de pilhas de combustível a hidrogénio numa expedição de veículos todo-terreno a Marrocos à qual deu o nome de “Expedição Air Liquide – Hidrogénio é Energia”.
A expedição parte hoje, dia 18 de Março, de Lisboa (zona da Expo), rumando até Ceuta, destino do primeiro dia dos 16 que irá durar a expedição.

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Por Jornal Rostos

As pilhas de hidrogénio irão alimentar o sistema de orientação (GPS) do grupo de cinco veículos, bem como irão viabilizar as telecomunicações, fornecendo energia aos carregadores de bateria dos telemóveis do grupo de dez participantes.
Este teste permitirá aos investigadores nacionais conhecer os comportamentos dos equipamentos em situações extremas de vibração, temperatura e poeira, antes de serem comercializados. “O Grupo Air Liquide é, sempre foi, pioneiro na investigação e desenvolvimento de aplicações de gases, nomeadamente hidrogénio. No caso particular das pilhas de hidrogénio utilizadas nesta expedição, queremos dar a conhecer ao público a real possibilidade de utilizar este tipo de equipamento no seu dia-a-dia”, refere José Marques, director de Marketing da SPAL.
“A utilização do hidrogénio enquanto energia já não é ficção científica. De facto, as pilhas de combustível a hidrogénio permitem uma grande multiplicidade de utilizações bem reais, como é o caso das que vamos utilizar na expedição”, destaca aquele responsável.
Se a propulsão ainda está numa fase experimental, com grandes marcas de construtores automóveis a investir em desenvolvimento de novos motores, os desenvolvimentos tecnológicos mais recentes das pilhas de combustível para aplicações estacionárias, como em edifícios ou empresas de pequena dimensão, estão já disponíveis.
As pilhas de combustível a hidrogénio são uma das tecnologias mais promissoras para a produção combinada de electricidade e de energia térmica, com elevado rendimento e com impactos ambientais reduzidos. O potencial impacto desta tecnologia nos edifícios de serviços e em PME’s em Portugal é extremamente elevado, podendo contribuir para uma redução muito significativa do consumo de energia primária. Mesmo para a produção de electricidade em larga escala, as pilhas de combustível têm o potencial para suplantar o rendimento das centrais a gás natural de ciclo combinado, com benefícios adicionais na redução de custos de transporte e de distribuição de electricidade.
Para a produção descentralizada de electricidade, as pilhas de combustível utilizam hidrogénio. Nesta matéria, o grupo Airliquide, líder mundial no sector dos gases industriais e medicinais, tem investido em soluções de vanguarda, para dar resposta às grandes questões que ainda se colocam na utilização em grande escala das pilhas de combustível: produção, armazenagem e estações de hidrogénio e fiabilidade das pilhas, tendo mesmo criado uma filial – AXANE -que se dedica à fabricação de pilhas e à procura de soluções optimizadas para as suas diferentes aplicações.
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